setembro 28, 2005
beijinho desejado

Gosto tanto deste smiley! Ele, ali a disfarçar, e ela, ousada, dá-lhe um beijinho! Ele fica surpreendido que até coloca a mão de lado. Depois, gosto dele lhe pôr a mãozinha nas costas. Que casal tão amoroso! :)
Publicado por jacky às 11:35 AM | Comentários (9) | TrackBack
setembro 27, 2005
AB... Sexo III
Não sou a cronista do programa mas aqui ficam as coisas que achei mais divertidas!
* Um sutiã com almofadinhas de água!
* Uns bóxeres com enchimento, que mais pareciam um edredon de penas!
* O sémen é projectado a 45 km/h!!!
* A glande do pato tem cornos e a glande do canguru parece dupla, tipo antena de televisão! :D
E pronto. Vou ver se arranjo umas imagens das glandes dos bichos, porque foi realmente a parte que mais me divertiu.
E tu, que achaste do programa?
Publicado por jacky às 12:49 PM | Comentários (3) | TrackBack
setembro 21, 2005
abSexo II
Só mais uns apontamentos de coisas que me lembrei e que merecem ficar registadas acerca do programa!
* Um vibrador língua.
* Preservativos com sabor a amora e ainda uns preservativos LIGHT
para quem não quer engordar!
* Toalhas em latex para se fazer sexo oral seguro a uma mulher.
* E finalmente, uma nova perspectiva para a película aderente que todos nós temos nas nossas cozinhas, que pode substituir a tal toalha de latex! ![]()
E pronto. Ontem, veio parar aqui alguém com a seguinte pesquisa no google: lamber roupa interior!!! ![]()
É assim... Errr lamber uma pessoa de uma ponta à outra, ainda posso entender, agora lamber um bocado de tecido??? com ou sem rendas? Bem é melhor parar por aqui...
Publicado por jacky às 09:20 AM | Comentários (8) | TrackBack
setembro 20, 2005
abSexo
Estive a ver o programa abSexo na TVI, apresentado pela sexólogo Marta Crawford e o tema de hoje era Sexo Oral. Gostei do formato, do ambiente, do à vontade da sexóloga e principalmente das entrevistas de rua!
*
- Sabe o que é um fellatio? (ler felácio)
- É quando fica mole?
- Isso é flácido.
- Ah então não sei o que é...
*
- Sabe o que é um cunnilingus?
- Não, é algum bicho?
*
- Sabe o que é um cunnilingus?
- Posso falar em Português correcto?
- Pode.
- É o homem lamber a c*** da mulher e eu gosto!
*
O mais engraçado foi descobrir que a maioria das pessoas não fazia a mínima ideia do que lhe estavam a perguntar! :) Não sabem falar em português?
E pronto! Acho óptimo este tipo de programa para quebrar alguns tabus e para que as pessoas se desinibam e falem mais de sexo.
Já agora, queria só dizer mais uma coisinha, é que os homens queixam-se que as mulheres são muito passivas e que não inovam. Pois eu quero confessar aqui uma coisa: nunca nenhum homem me deu lingerie sexy ou algum brinquedo para usar. E por isso pergunto: temos que ser nós a fazer tudo? (Os homens também fazem as mulheres que têm...)
Publicado por jacky às 01:41 AM | Comentários (49) | TrackBack
setembro 10, 2005
Confidências nocturnas
Nasci no Inverno, quase à meia-noite, e assim fiquei tecida de noite. Gosto de estar acordada até tarde, de conversar no msn com quem passa e se demora comigo. Depois, ando toda a manhã podre de sono porque me custa imenso levantar cedo e nunca descanso o suficiente...
Hoje, aconteceu-me algo estranho. Apareceu-me um dos meus amigos londrinos e convocou uma conversa via webcam. Não tendo uma, fiquei a vê-lo. Estava com muito mau aspecto: olhos injectados, em tronco nu, impensável para o gentleman que eu conheci lá. Estava muito bêbado.
Perguntei-lhe porque bebia se o fazia sentir mal. Disse-me que se sentia só. Respondi-lhe o que sempre digo nessas ocasiões, que a solidão existe na nossa cabeça, que o sentir-se só é um estado de espírito, que ele não devia sentir-se só porque há imensa gente que o ama e que gosta dele...
Quando me respondeu, entendi. Está apaixonado e acha que não é retribuido. É estranha essa sensação de achar ou saber que quem amamos, não nos ama de volta e a consequente sensação de vazio, de despovoamento do planeta. Falta aquela pessoa e é como se resumisse o mundo inteiro. Que poder tem então essa pessoa sobre nós sem o saber!
Ninguém deveria se apoderar de nós assim. Que se passa então? Talvez um reviver de abandonos passados, de rejeições anteriores, mágoas que nunca sararam. O que devia ser apenas uma chuvada com trovoada, seguida de bonança, transforma-se numa imensa tempestade que tudo assola, devastadora do próprio ser...
Não deveria ser assim! Não pode ser assim! É preciso retroceder e lamber todas essas feridas por cicatrizar. Fechá-las uma por uma. Aprender a conviver com elas e depois, sim, lidar com a rejeição do presente e dar-lhe o valor que ela tem, não multiplicada pelo passado.
Foi-se deitar. Fiquei a pensar nele e no seu desgosto amoroso. Espero que amanhã acorde apenas com dor de cabeça e não com dor de alma. E se ele não se lembrar que falou comigo a cair de bêbado, talvez seja melhor assim...
Publicado por jacky às 12:08 AM | Comentários (11) | TrackBack
setembro 04, 2005
quentura

Renée Locks
Aquece-me a alma quando...
... dizem que gostam de mim.
... inventam dimunitivos carinhosos para o meu nome.
... me dão a mão.
... me abraçam espontaneamente.
... me sorriem.
... me oferecem um presente inesperado.
... me escrevem um poema.
... me fazem um desenho.
... me fazem festas no cabelo.
... se riem das barbaridades que eu digo.
... não me levam a sério quando estou muito irritada e me deixam acalmar.
... me enviam mensagens carinhosas...
E a ti, o que é que te aquece a alma?
Publicado por jacky às 10:51 AM | Comentários (5) | TrackBack
setembro 03, 2005
preservativo anti-violador?
Hein?
Altamente, agora já se pode andar segura na rua com o novo preservativo anti-violador, que aquilo é melhor que ter um cão de guarda. Bastante confortável, ter-se que se enfiar a armadilha todos os dias antes de ir trabalhar (para as mais medrosas) ou só à noite (para as mais aventureiras).
Mas tenho algumas dúvidas!
- Será que tem buraquinho para se fazer xixi ou tem que se tirar e meter todas as vezes que se quer ir à casa de banho?
- Será que protege também da pancadaria que o violador dá antes da violação cópula propriamente dita?
- Será que é comparticipado pela segurança social ou vai ser dado gratuitamente nos Centros de Saúde, em sessões de (des)planeamento familiar?
- Será vendido numa prateleira de produtos naturais num qualquer hipermercado?
Se alguém me souber informar, agradecia...
Publicado por jacky às 06:59 PM | Comentários (6) | TrackBack
agosto 31, 2005
Quentura

Amar é aquecer-te a alma com a quentura do meu corpo.
Amar é...
Publicado por jacky às 12:21 PM | Comentários (2) | TrackBack
julho 22, 2005
beijar é...
Beijar é...
... querer estar mais próxima de ti.
... acarinhar-te.
... despertar desejos.
... incendiar-te.
... aprender de cor a tua pele.
... arrepiar-te.
... cumprimentar-te.
... dizer que gosto de ti.
Beijar é...
Publicado por jacky às 10:01 AM
julho 17, 2005
amor e admiração

Virginia Dixon
Amor e admiração andam de mãos dadas. Seria incapaz de amar alguém que não admirasse, alguém de quem não sentiria um certo orgulho por estar a seu lado. Há algo na pessoa que amamos que está de uma certa forma acima de nós, uma característica que não temos (mas que gostaríamos que fizesse parte de nós), um talento que nos faz maravilhar todos os dias um pouco.
Julgo inclusive que um dos motivos por que a atracção inicial e/ou o amor se esfumam tão depressa é devido a comportamentos e acaracterísticas da personalidade do outro que nos desiludem e que fazem com que se deixe de o admirar. Às vezes, é simplesmente um encarar da realidade: a pessoa que tínhamos endeusado ou idealizado, afinal não corresponde às nossas (altas) expectativas.
Outro problema das relações de hoje é que as pessoas, para admirarem alguém, precisam de capacidades, talentos, comportamentos cada vez mais elevados; necessitam que o outro corresponda a critérios cada vez mais exigentes, tanto em termos de beleza física como em intelectualidade e inteligência, além de um sem fim de aptidões e qualidades.
Talvez, por isso, cada vez menos, as pessoas se prendam porque andam em busca de um ser perfeito para admirar que existe apenas na sua imaginação, porque muitas pessoas, comparando-se aos padrões de beleza e de excelência da sociedade moderna, sabem que não têm hipótese e simplesmente desistem de se mostrarem e de se fazerem amar.
Amor e admiração andam de mãos dadas. Basicamente, amoradmiro pessoas inteligentes, tolerantes, meigas, com sentido de humor e com valores.
E tu, que tipo de homem/mulher é que amoradmiras?
Publicado por jacky às 12:25 PM
julho 13, 2005
como ser uma deusa sexual II
Quem me quer dar aqui uns exemplos de umas deusas sexuais da vossa preferência?
Por exemplo, para mim, a Marilyn Monroe é uma deusa sexual.
E tu? Não me queres dizer alguém que consideres uma deusa sexual?
(Depois num próximo post falaremos de homens!)
Publicado por jacky às 01:31 PM
como ser uma deusa sexual I
Ela tem qualquer coisa.
Ela é terrivelmente sexy, e sabe disso. É o tipo de rapariga que se bamboleia pela rua como se a rua fosse dela, caminhando de cabeça erguida nos seus saltos de arrasar e nos seus trapinhos elegantes. Ela adora o seu corpo e encanta todas as pessoas que encontra - os homens são capazes de literalmente tudo para a ter. Ela é uma leoa entre os lençóis. Ela é uma deusa sexual... e podia ser você.
in Como ser uma Deusa Sexual de Sarah Tomczak - Editora Livros do Brasil.
A introdução fala de auto-estima e de carisma recém-adquirido e de sapatos!!! Valha-me Deus! Parece que vou ter de pedir uns conselhos à Lili. Ó Lili, quando é que voltas destas tuas maravilhosas férias VIP? :)
Publicado por jacky às 01:17 PM
julho 07, 2005
sobre o amor 10

Edmund Blair Leighton
Há em certas relações amorosas jogos de submissão e poder. Esses jogos são particularmente excitantes na sedução. Há um certo frisson em caçar-se e ser-se caçado. Dois olhares cruzam-se: um deles domina e o outro submete-se. Um deles controla a mente e o corpo e o outro abandona-se. Enquanto um faz o papel de deus, o outro deixa-se escravizar. Um é adorado e o outro idolatra. Há como uma hierarquia de poderes.
O problema é quando essa hierarquia se institui numa relação: há um que domina sempre e outro que se submete invariavelmente. Sei que há quem goste desses jogos de poder e que as praticam. No outro dia, fiquei a saber o que era boundage (eu sei que sou tótó) e não entendo qual é a piada de se ficar toda amarrada com fitas autocolantes como um chouriço atado ou então de amarrar alguém. Sei que há sado-masoquismo, que há quem goste de bater e quem goste de ser espancado, mas não entendo.
Comigo, uma relação só pode funcionar havendo igualdade: ora cedo eu, ora cedes tu. Ora decido eu, ora decides tu. Ou decidimos e cedemos os dois. Posso até jogar mas nunca serei totalmente submissa nem dominadora. Acho que não há nada de mais desexcitante que rotinas que se instalam numa relação, acomodações a certos papeis e deixar de desafiar e aceitar desafios.
É o que eu penso mas como não entendo grande coisa sobre estes assuntos, gostava de saber a tua opinião acerca de jogos de poder numa relação.
Publicado por jacky às 03:39 PM
julho 06, 2005
sobre o amor 9
Não sei o que é competir por amor. Simplesmente acho que não faz sentido. No amor não se deveria competir.
Às vezes, e ainda ontem ouvi, diz-se:
- Se gostas dele, vai à luta!
E eu pergunto:
- Ir à luta de quê? Lutar pelo amor de alguém?
O amor é, primeiro, uma emoção que surge na nossa vida, às vezes, de mansinho, outras vezes de forma repentina e vai-se sedimentando num sentimento forte ou não. Há amores que estão destinados a fracassar e há outros que poderão resistir às agruras da vida e às depressões pessoais.
O amor não é um livro com folhas brancas que vão sendo preenchidas e que se sucedem umas após às outras porque os amores das primeiras páginas nem sempre ficam para trás e os das últimas páginas nem sempre permanecem até ao final do livro.
O coração humano pode albergar todo o tipo de afectos, de vários tamanhos e de consistências diversas. É como se fosse um ficheiro gigantesco ilimitado, não reprimido por X gigas de armazenamento. Cada amor está na sua respectiva pasta, podendo-se fazer copy paste de determinados ficheiros de umas pastas para as outras. Outros ficam incólumes bem resguardados.
Ninguém pode dizer que fez delete a um afecto ou que o colocou na reciclagem para ser destruido. Os afectos não passam por nós como as nuvens no céu sem se fixarem no céu. O nosso eu é a construção de todas as pessoas que nos influenciaram, de todas as nossas aprendizagens e de todos os afectos que tocaram a nossa mente. Mesmo que um amor tenha deixado grandes mágoas e um certo desespero, houve sempre algo que nos fez florescer em algum momento anterior.
Ninguém também pode dizer que a sua vida gira à volta de um só afecto, como se todas as outras pastas pessoais não existissem. Não há nada de mais destructivo para o amor que torná-lo exclusivo, ficar dependente dele e afastar tudo o resto. O amor não pode ser aprisionado. Como podemos saber se o afecto de alguém é real, se está preso? A única forma de saber que alguém gosta de nós verdadeiramente é correr o risco de lhe dar a liberdade de partir para poder regressar.
Agora, lutar? Não compreendo. Não o devemos fazer porque os afectos não se forçam. Não devemos provar nada ao outro nem que somos melhores, nem que somos imprescindíveis, nem que somos a resposta às suas dúvidas. Se o outro não sabe se nos ama, não é lutando por ele que vai ter certezas. Se o outro está indeciso entre este ou outro afecto, não é competindo com um terceiro que vai tomar alguma atitude. E, finalmente, se deixou de amar, lutar já não adianta porque o amor não é nenhuma luz intermitente. Se for, será um candeeiro. A lâmpada fundiu e não há forma de se recompor. Das duas uma ou se substitui por outra lâmpada ou então ficará apagado para sempre.
O amor é imprescindível na nossa vida, sim. E faz sofrer muito quando se esgota, sim. E faz-nos renascer quando surge de novo, sim.
Haja abertura para permitir a entrada de afectos presentes e amores futuros...
(imagem de Dante Rossetti)
Publicado por jacky às 05:59 PM
junho 09, 2005
jogos de sedução
Não deve haver nada de mais excitante que os inícios de relações e os joguinhos de sedução que se criam à volta do desejo e da atracção.
É bom seduzir e ser-se seduzido(a). É óptimo desejar e ser-se desejado(a). Cada casal cria os seus próprios códigos de conduta e também a própria história da relação que, geralmente, vai substituir as histórias amorosas anteriores.
Gosto dos olhares prolongados que transmitem o que as palavras já não sabem. Gosto dos sorrisos ternos e cúmplices. Gosto da mão que me toca levemente ou mais insistentemente. Gosto daquele abraço compreensivo ou desejoso. Gosto do cheiro da pele, das peles que se tocam, não fosse eu cinestésica. Gosto de acarinhar e de me sentir acarinhada.
O que eu não gosto mesmo, é daqueles joguinhos que algumas pessoas adoram fazer para se sentirem mais desejadas, que é agora vou ignorar-te solenemente para criar em ti o desejo insaciável de mim. Se agora não te responder às mensagens e aos telefonemas, vais querer-me mais. Se me mostrar distante, vais querer caçar-me e depois dar-me-ei quando me apetecer.
Esses joguinhos comigo não funcionam. Odeio ser ignorada e rejeitada, não por ser muito mimada mas porque admito ser insegura. Esse tipo de joguinhos fazem-me descrer no outro, fazem-me pensar que afinal me iludi e não há atracção por parte do outro. E como ninguém gosta de indiferença, simplesmente desligo, desligo-me do outro para não sofrer. Prefiro acabar o que nem sequer começou antes que os laços sejam demasiado fortes.
Sei que muitas pessoas gostam desses jogos e não entendo muito bem por que motivo gostam. Não percebo porque tenho de me mostrar indiferente a alguém se me atrai, não entendo porque tenho de evitar falar se quero comunicar, nem compreendo porque devo colocar alguém na prateleira se o quero abraçar.
Os franceses dizem: laisser morfondre, moisir quelqu'un e gosto destas expressões, porque é mostram o lado sadomasoquista desses jogos: deixar definhar alguém ou deixar que alguém fique num canto até ganhar bolor...
Peço desculpa se melindrei alguém. Não era essa a minha intenção, mas apenas mostrar porque não gosto destes joguinhos de sedução. Digam da vossa justiça! :)
Publicado por jacky às 10:04 AM | Comentários (9)
junho 06, 2005
seduzir e/ou ser seduzido(a)
És mais do estilo de gostar de seduzir i.e. tu é que gostas de tomar a iniciativa, de seres tu a desejar, a convidar, a ser a parte mais dominante? E assim sendo, gostas mais que te resistam ou gostas de seres logo correspondido(a)?
Ou és mais do estilo de gostar de ser seduzido(a) i.e. de ficar mais passivo(a), de seres desejado(a), de seres convidado(a), de seres a parte mais dominada? E assim sendo, quanto tempo resistes à sedução?
Ou nem uma coisa nem outra?
(Pronto, já sei que vais dizer que sou uma mega-curiosa e que não tenho nada a ver com isso. Ok, também não é preciso responder a tudo. Contente na mesma!)
Publicado por jacky às 12:07 AM
junho 04, 2005
nomes fofinhos
![]()
'mor?
Posso abraçar-te?
Apertar-te todinho?
Beijar-te a carita toda?
Dar-te lambidelas à gata?
Posso inventar nomes fofinhos para ti?
mon petit chou à la crème enrobé de chocolat au lait
meu querido
paixão da minha alma
meu torrãozinho de açúcar
meu esbogalhadito
E tu, que nomes fofinhos dás ao teu 'mor? :D
(Vá não tenhas vergonha que não há cartas de amor nem nomes fofinhos ridículos porque os afectos é que fazem girar o mundo e o tornam melhor!)
Publicado por jacky às 12:09 PM
maio 23, 2005
fantasia
No blogue Amantes, escreveu-se sobre uma fantasia. Quem se atreve esta semana a escrever sobre o mesmo tema?
Publicado por jacky às 09:07 AM
maio 20, 2005
casal

Willem Haenraets
Num casal,
talvez o mais importante
não é querer tornar o outro feliz,
mas tornar-se feliz
e oferecer-lhe essa felicidade.
Jacques Salomé
Destaquei esta citação de Jacques Salomé porque não poderia encontrar melhor para mim. Acho que, apesar de não acreditar que o Destino esteja traçado, há coisas que só podem acontecer em determinados momentos. É como diz o meu provérbio preferido: Deus cose/escreve direito por linhas tortas. O que parece, às vezes, que é o fim do mundo, revela-se apenas ser uma travessia no deserto que nos conduzirá ao oasis tão desejado. Acredito que certos sofrimentos, dores e desgostos acontecem para valorizarmos melhor o que temos e para crescermos como pessoas.
É necessário que cada um construa as bases da casa da felicidade sobre as próprias fundações do ser e não sobre as fundações de outrém ou de algo. Se assim não for, quando outrém ou algo se esfumam, a casa da felicidade cai e é preciso reconstruir tudo de novo. Por vezes, os terramotos são tão violentos que a casa nunca mais terá o esplendor de outrora. Por isso, é importante plantarmos as sementes da felicidade no nosso próprio terreno e depois oferecermos as suas flores a quem quisermos.
Acho que consegui, finalmente, construir a minha casa da felicidade e estou pronta para deixar entrar nela quem eu desejar.
E tu, és feliz? Onde está a casa da tua felicidade?
Publicado por jacky às 08:49 AM
maio 19, 2005
intimidade
A verdadeira intimidade é aquela que permite sonhar juntos sonhos diferentes.
Jacques Salomé
E tu? O que achas que é a intimidade?
Publicado por jacky às 12:48 AM
maio 18, 2005
sex-appeal II
Atrais-me e não é de agora.
Atrais-me desde o primeiro dia e desde as primeiras palavras. Há algo em ti de diferente que os outros homens não têm: uma certa intelectualidade elegante da palavra, um certo sentido de humor embebido em inteligência, um certo ensimesmamento onde apetece entrar...
Atrais-me, quando me sugestionas imagens mentais de nós. São palavras que originam aquele calorzinho na barriga, é o teu olhar meigo pousado levemente sobre mim, é uma excitação feita de fantasia.
Atrais-me com esse teu corpo de homem que sabe o que quer de mim: tuas mãos atrevidas na minha pele, a tua língua que deixa um rasto de fogo, a tua boca que provoca deliciosos arrepios.
Atrais-me porque tudo em ti é prazer. Quando penso em ti, meu coração acelera, meu corpo envolve-se em ondas de arrebatamento, minha mente fica sonhadora.
Atrais-me porque também sou atraente aos teus olhos, porque vejo desejo no teu olhar, porque te sinto preso ao meu corpo e ao meu ser, porque pensas em mim e sonhas comigo, enrolada nas tuas pernas, adormecida encostadinha a ti.
Atrais-me e eu te atraio e isso é que origina o verdadeiro sex-appeal: sentirmo-nos com a sinestesia do erotismo...
Publicado por jacky às 12:15 PM
coração de amorizade
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Jessie Wilcox Smith
A verdadeira amorizade reside no coração duma criança. Amam sem pensar no passado nem no futuro. Amam-nos como se todos os dias esse amor fosse purificado e renovado.
A maioria dos adultos esquece-se disso e é pena. Já não se lembram de como eram, de como gozavam os pequenos prazeres, de como saboreavam o tempo.
Às vezes, também eu, me levo demasiado a sério: ando de um lado para o outro a fazer muitas coisas e raramente páro. Às vezes, fico tão ensimesmada que me fecho e não deixo ninguém entrar. Às vezes, fico irritadiça com os meus próprios pensamentos e fico rabugenta por qualquer motivo.
Essas vezes são cada vez mais raras. Abri o meu tempo às crianças e voltei a encantar-me com todos os sorrisos, todas as gargalhadas, todas as brincadeiras, todos os olhares brilhantes. Ainda hoje, o meu dia valeu a pena porque alegrei três crianças, eu incluída!
Passem mais tempo com as crianças, mas façam-no ao seu ritmo. Vão ver como elas sabem bem melhor que nós como serem felizes...
Publicado por jacky às 12:14 AM
maio 15, 2005
sex-appeal
A. Solero
Que tem um homem ou uma mulher com sex-appeal que os outros não têm? Conta-me! Amanhã, conto eu :)
Publicado por jacky às 11:57 PM
o sexo e o cérebro
A revista AMERICAN DEMOGRAPHICS publicou os resultados de um estudo, realizado em 1997, por um grupo de investigadores, junto de mais de 10.000 adultos. Este estudo evidenciou a existência de uma ligação entre a inteligência e o desejo sexual.
Os investigadores descobriram que as pessoas mais inteligentes fazem amor, ou têm desejo de fazer amor, menos vezes. (...) Os homens que têm um emprego estável, com horário de escritório, fazem amor 48 vezes por ano, contra 82 vezes para os homens que trabalham mais de sessenta horas por semana - o excesso de testosterona poderá explicar a diferença entre a sobrecarga de trabalho e o apetite sexual. Os amadores de jazz fazem amor mais 34% de vezes que os fãs de música pop. Os amadores de música clássica são os que fazem amor menos vezes.
(Conclusão a negrito e numa caixa no livro)
Uma mulher estará segura com um Chinês, amador de música clássica e que trabalhe a tempo parcial, mas deverá desconfiar dos pianistas de jazz que sejam fanáticos do trabalho.
in Porque é que os homens nunca ouvem nada e as mulheres não sabem ler os mapas da estrada, de Allan e Barbara Pease, da editora Bizâncio
Então? Hum? Que tens a dizer sobre este estudo? :D
Publicado por jacky às 09:08 PM | Comentários (4)
maio 09, 2005
Hesitações do amor
O amor é uma luta entre a nossa ânsia de nos unirmos a outra pessoa e o receio que temos de, nesse processo, perdermos a nossa identidade e a nossa liberdade.
Quem não entende a natureza deste conflito pode interpretar as normais hesitações como prova de que não estamos realmente apaixonados. Por estranho que pareça, a hesitação pode muitas vezes significar o contrário - que estamos a passar de uma fase de paixão louca e idealização para outra em que podemos começar a amar a pessoa real.
Essa transição é difícil para pessoas narcisistas - quem transfere o amor-próprio para um Outro ideal e se melindra com quaisquer falhas ou pontos fracos de imagem que criaram. As exigências rigorosas que fazemos à pessoa que queremos amar encontram-se entre os maiores obstáculos a uma relação duradoura. Quem é forte ou orgulhoso também pode sentir que está a dar parte de fraco ao admitir que precisa de outra pessoa.
É claro que as demonstrações de indiferença, hesitação, relutância ou pura hostilidade também fazem parte do velho jogo do amor.
Antigamente esperava-se das mulheres que fingissem repudiar os avanços dos homens - e quanto mais o faziam, mais isso abonava ao seu favor.
No entanto, os sentimentos de ambivalência são mais do que simples fingimento. A maioria das pessoas sente desejo alternado com resistência, e até amor alternado com ódio. Thomas Moore, o poeta irlandês, escreveu em dada altura:
«Quando te amei, não posso senão crer
Nos inúmeros momentos de alegria
Mas hoje a repulsa que me fazes ter
Dá-me mais luxúria do que tive um dia.»
O ódio pode de facto ser uma defesa psicológica arreigada contra o compromisso extremo que é amar alguém.
Megan Tresidder, in A Linguagem do Amor
E tu, costumas ser um(a) hesitante do Amor ou és um(a) decidido(a)?
Publicado por jacky às 03:12 PM
linguagem do amor

Tamara de Lempicka
A linguagem do amor é privada e silenciosa.
Megan Tresidder
Há atracção quando...
... um olhar tudo diz.
... uma mão afaga o cabelo.
... pernas se enroscam.
... pele faz transpirar pele.
... a respiração acelera.
... o coração bate mais forte.
... tocar se torna urgente.
... o adormecer junto de alguém é confiante.
Publicado por jacky às 02:43 PM
abril 22, 2005
Retratos de sedução
Para tentar fugir à influência dela, ele encontra-lhe inúmeros defeitos. Ela é volúvel e superficial, frívola, irresponsável e mentirosa, e sempre arrogante. Não consegue cumprir uma promessa. Tem um penteado perfeitamente idiota. Falta-lhe gosto e sentido prático: as roupas são sempre curtíssimas e esvoaçantes, anda sempre cheia de frio. Mas, a partir do momento em que ela lhe sorri e lhe dirige a palavra, ele acha-a viva e inteligente, extraordinariamente intuitiva, com opiniões próprias, segura dos seus julgamentos, terrivelmente desejável. E, embora a sua luzinha de aviso se acenda a preveni-lo de que ela tem apenas um objectivo, que é dominá-lo, ele deixa-se deslumbrar, pronto a perder-se só para a poder ver mais uma vez.
Ela é encantadora. Não é nada construído, faz parte da sua natureza. É uma mulher naturalmente generosa, que dá muito de si. Os homens sobretudo gostam disso. Eles sonham ser o objecto único da sua atenção e desejam-na. Mas enganam-se. Ela é assim com toda a gente, homem ou mulher. Eles enganam-se a priori porque, a partir do momento em que eles a desejam, ela surpreende-se a ser o objecto único da atenção deles e começa a desejá-los.
in Dicionário do Amor, Temas & Debates
O desafio de hoje consiste em elaborares o retrato real ou fictício de alguém que seduz e/ou de alguém que é seduzido. Quem se atreve?*
![]()
Hippolyte Flandrin & Felipe Santamans
* Se possível gostava de publicar esses retratos no amorizade :)
Publicado por jacky às 09:40 AM
amor nascente

Alfred Gockel
Em Português, não há termo muito preciso para se dizer que se sente um amor nascente: amar é demasiado forte por isso usa-se mais ficar apaixonado; apaixonado também está ligado a um sentimento intenso e avassalador que é a paixão, o que vai também causar uma certa ambiguidade quando se refere a um apaixonado recente.
Um amor nascente pode surgir de repente. Os Ingleses até usam o termo to fall in love e os Franceses tomber amoureux(euse), como se realmente de uma queda se tratasse. Nós dizemos amor à primeira vista e os franceses chamam-lhe le coup de foudre: uma faísca que caiu na nossa cabeça e deixou um rasto ardente na sua passagem...
Um amor nascente pode acontecer lentamente. Vai crescendo aos poucos. Há um dia em que certas frases ou um gesto nos chamaram a atenção. Passamos a ficar atentos. Inicia-se uma partilha de palavras que nos prendem e a aproximação vai evoluindo.
Um amor nascente é um estado emotivo desconhecido, porque inesperado. Muitas vezes, surge com um desejo de mudança, é uma espécie de sentimento bebé, muito ternurento e doce. É um estar-se disposto a querer bem a alguém. É abandonar-se a algo de especial.
Contudo, nem sempre os amores nascentes evoluem para amor ou paixão ou mesmo para qualquer tipo de relação. Mais importante que tudo, é ficar-se grato pelo reencontro das palavras há muito perdidas e fruir esse bem-estar novo.
Bem-aventurados os que, neste momento, estão sob o efeito dum amor nascente...
Publicado por jacky às 12:55 AM
abril 21, 2005
loucuras por amor
Qual foi a coisa mais maluca e/ou gira que já fizeram para te impressionar amorosamente?
Comigo, foi alguém recitar-me de cor* a conversa da raposa e do Principezinho em Francês!!!
* Em Francês diz-se par cœur, expressão que considero adorável porque o que se memoriza, fica guardado no coração...
Publicado por jacky às 08:20 AM
abril 18, 2005
(...)
Bem-vindos ao tempo dos afectos descartáveis.
Para quando a era da reciclagem?
A ler, em exclusivo, esta resposta no jotakapa de hoje!
Publicado por jacky às 07:59 AM
abril 08, 2005
Lingua(gem) amorosa
Na tua opinião, qual é o idioma do amor?
E a língua que melhor canta o amor?
Conta coisas sobre a tua lingua(gem) amorosa! :)
Publicado por jacky às 12:12 AM
abril 07, 2005
engate e sedução
Hoje, é um bom dia para apagar blogues ou para escrever textos de caixão à cova ou à bruta. Como prometi não apagar, então aí vai o texto...
De manhã, ia para as aulas e um tipo que estava à minha frente começa a abrandar a marcha e a fazer manobras perigosas para chamar a minha atenção. Detesto esse tipo de coisas. Passo a explicar a razão.
Não sou convencida, pelo contrário, sei que sou perfeitamente normal, ou seja, nada de parar o trânsito, por isso, se detesto ser engatada não é por prepotência.
Aos 10 anos, ainda era criança (e ainda havia de ser por muito tempo), veio-me o período. Fiquei com o corpo que tenho agora. Comecei logo a ser assediada por homens.
Tinha cerca de 11/12 anos, quando andava na 6ème e na 5ème e tínhamos de ir para o estádio, uma tarde por semana para as aulas de desporto, e tinha de andar de metro (em Paris). Era um verdadeiro martírio para mim, pois raras eram as vezes, que um homem (geralmente de origem árabe) não se encostasse a mim para se roçar.
Aos 13/14, já cá morava, ouvia bocas ordinárias quase todos os dias e detestava porque havia certos homens com uma sexualidade tão agressiva que se tornavam assustadores.
Aprendi a passar despercebida com o tempo. Detesto pensar que um desconhecido tarado se possa masturbar a pensar em mim, dá-me cá um asco!
Gosto de ser seduzida e a sedução, no meu caso, passa pela palavra e pela sugestão. Não tenho dúvidas nenhumas que o meu órgão sexual mais sensível é o cérebro. Só pela inteligência, o sentido de humor, a sensibilidade e pelas palavras sugestivas é que poderá alguém chamar a minha atenção e despertar o meu desejo.
E mais, não sou visual, sou cinestésica. O que é que isso quer dizer? Quer dizer que se um homem tiver um Ferrari ou um fato Prada, nem vou olhar. Os cinestésicos são sensíveis aos cheiros, ao tocar e à ambiência. Precisam de se sentir confortáveis para haver intimidade. Só ver não adianta, por isso, seria incapaz de me apaixonar loucamente por um homem virtual. Posso até me sentir atraída pelas palavras de alguém, mas para me apaixonar, preciso de estar em presença e que a tal ambiência se crie.
E pronto, já não tenho mais pachorra para aturar cenas como a desta manhã. Há anos que tenho de lidar com esta realidade e cada vez me cansa mais...
Homens da blogosfera, pensem nisto. Há mulheres que nunca conseguirão engatar porque, entre engate e sedução, há um abismo gigantesco. Nem todas as mulheres deliram com actores-modelos e músculos, nem com luxo, fama e poder. Algumas apenas precisam de serem seduzidas com um pouco de criatividade e de sensibilidade. Pensem nisso...
Publicado por jacky às 01:57 PM | Comentários (16) | TrackBack
abril 02, 2005
O amor

Lisa Linch
I
O amor não se encontra nem se procura. O amor simplesmente ACONTECE.
Acontece entre duas pessoas que precisam de uma mudança. Sentem-se finalmente a sair de um período de encarceramento e sabem que vão reencontrar a sua verdadeira essência num novo enamoramento.
O amor não se procura e, mesmo que se procurasse, onde está ele? Nas discotecas, em locais de engate? Na Internet, local de ilusões e desilusões? No trabalho, onde estão sempre as mesmas pessoas? Nos ginásios, onde se exibe o corpo perfeito, de forma a atrair pelos olhos e não pela alma?
Nem o amor se encontra. Não bate à porta de repente, a não ser que esteja no rapaz que entrega as pizzas...
O amor acontece. Por vezes, surge de repente: amor à primeira vista. Outras vezes, edifica-se com a ajuda da amizade...
O amor acontece e nem sempre é recíproco. Às vezes, amamos quem nunca nos irá amar de volta.
O amor acontece e, sendo recíproco, nem sempre funciona, devido a grandes diferenças culturais, comportamentais, ou outras razões. Porque simplesmente um deles apenas ama de forma idealizada e não põe o amor em prática.
O amor acontece e às vezes morre por falta de intimidade, falta de empenho e de carinho.
Não vou procurar o amor nem o amor me vai encontrar. O amor acontece...
II
É verdade. O amor acontece quando se tem disponibilidade interior. É no tal momento em que nos sentimos preparados para uma mudança interior. Porque sim, o amor transtorna-nos completamente, obriga-nos a reestruturarmo-nos e a deixar que alguém invada a nossa intimidade.
O amor não acontece nas pessoas que vivem viradas para o passado, agarradas a recordações boas e más.
O amor não acontece em pessoas fechadas, narcisicamente viradas, apenas, para si próprias (é redundante, eu sei).
O amor não acontece em pessoas traumatizadas com maus tratos amorosos e que têm medo de voltar a sofrer.
O amor não acontece em pessoas que criam dependências afectivas porque, em vez de amar, apenas transferem carências emocionais para o outro, sem o amar verdadeiramente pelo que é.
Essas pessoas precisam de fazer um exercício interior, muitas vezes doloroso, de forma a compreenderem o que sentem, o que as castra, o que as impede de amar. Às vezes, não o conseguem fazer sozinhas e precisam de ajuda de um terapeuta. Outras vão lendo e aprendendo com as experiências.
Quando, finalmente, reencontram o equilíbrio interior, estão prontas, e o amor acontece...
III
O amor não entra nem sai do coração. Não há uma porta que se abre para um novo amor, nem uma porta que se fecha e impede o amor de acontecer.
O amor sente-se no coração, quando ao vermos o nosso amor, ele acelera. Porém, o amor não está no coração. O amor está nos nossos cinco sentidos, na forma como vemos, ouvimos, tocamos, provamos, cheiramos, sentimos o mundo. O amor está nos sentidos, que chegam até ao nosso cérebro que traduz os estímulos visuais, auditivos, tácteis, gustativos, olfactivos, em emoções, ideias, pensamentos, sentimentos, inferências, vivências...
Nós somos o que nós pensamos... Os nossos pensamentos são filtrados através da nossa cultura, da nossa raça, do nosso património genético e dos nossos valores. E assim, também é filtrada a nossa capacidade de amar...
(Jacky - Dezembro de 2003)
Publicado por jacky às 12:33 AM
março 31, 2005
Primeiro amor
Lembro-me de ti, muitas vezes, nem sempre muito nitidamente.
Lembro-me que te rias com os olhos como o Richard Gere, que eras sereno e que transmitias muita paz a toda a gente.
Lembro-me que deixaste de fumar por minha causa, durante um ano e quando deixámos de namorar recomeçaste logo.
Lembro-me de como vestíamos as nossas melhores roupas, aos Domingos, e íamos passear desde o Castelo do Queijo, no tempo em que ainda lá estava o barco encalhado, até à Praia dos Ingleses na Foz. Ficávamos no paredão sentados e, às vezes, até apanhávamos com ondas mais atrevidas e ríamo-nos encharcados.
Lembro-me que dançavas muito bem. Ensinei-te uns passos de disco e tu ensinaste-me a dançar bolero e rumba, para podermos ir aos bailaricos de bairro com os nossos amigos.
Lembro-me que íamos ao cinema todos os fins de semana. Ainda tenho os bilhetes todos guardados colados num velho álbum de fotografias.
Lembro-me que ficaste fascinado com o Concerto em Central Park do Simon & Garfunkel e que não descansaste enquanto não compraste o disco duplo, que ouvíamos incansavelmente e que eu ainda ouço.
Lembro-me que me ias buscar à escola aos sábados de manhã e que eu te exibia orgulhosa por ter um namorado tão especial. Também me ias buscar às aulas do Institut Français quando acabavam mais tarde.
Lembro-me que me compravas chocolatinhos Regina que tinham gatinhos catitas na capa e que eu guardava os papéis e os colocava no meio dos meus livros de escola.
Lembro-me perfeitamente do quanto eu te idolatrava e de quanto tudo foi tão inocentemente belo entre nós. Como poderei esquecer? Foste o meu primeiro amor...
E tu? Que recordações tens do teu primeiro amor?
Publicado por jacky às 12:40 AM
março 26, 2005
paixões (in)superáveis

Na minha opinião, não há paixões insuperáveis.
A paixão, quando surge, é sempre avassaladora e malvadamente monopolizadora. Há um flash que nos cega repentinamente e faz-se luz: entrou a paixão na nossa alma e tudo o resto deixa de ter sentido.
Vivemos dias de intensa euforia ou de grande angústia da perda. Damo-nos conta que não conseguimos viver sem essa paixão e que todo o nosso mundo gira à sua volta.
Enquanto que a paixão é correspondida, beleza e fascínio ditam todo o nosso tempo. Nada pode interromper esse ciclo de felicidade.
Mas há um dia em que a paixão do outro lado acaba e surge com o fim do júbilo, a mais dolorosa agonia. Sentimos que tudo se desmoronou à nossa volta. Um ser que se nega e o mundo inteiro deixa de ter sentido. Instala-se um vazio mais profundo que as fossas marítimas* quando, por dentro, o vulcão continua aceso.
Não é fácil superar uma paixão. É preciso dar muito tempo ao tempo para que todas as feridas tratadas e relambidas possam cicatrizar. É preciso conseguir preencher o vazio de nós e ganhar forças suficientes para conseguirmos abrir o coração de novo.
Na verdade, não há paixões insuperáveis. O que há é um grande medo de voltar a viver, de voltar a ser vulnerável e de dar uma nova oportunidade, a alguém imperfeito como nós e que poderá voltar a magoar-nos.
É muito mais fácil colocar uma paixão no altar da nossa memória, idolatrá-la perpetuamente do que a enterrar no passado e voltar-se para o mundo de coração aberto...
* Frase inspirada num post da Duende
Publicado por jacky às 09:52 AM
março 23, 2005
Intimidade e feridas
Toda a gente tem medo da intimidade - ter ou não ter consciência desse medo é outra história. A intimidade significa expôr-se perante um estranho. (...) Toda a gente quer intimidade porque, de outro modo, está sozinho neste Universo - sem um amigo, sem um amante, sem ninguém em quem confiar, sem ninguém a quem abrir todas as suas feridas. E as feridas não saram se não forem abertas. Quanto mais as esconde, mais perigosas elas se tornam. Podem ficar cancerosas.
Osho, in Intimidade
Publicado por jacky às 12:24 AM
efemeridade
Tudo o que é belo e precioso será muito passageiro. Mas você quer que tudo seja permanente. Ama alguém e promete-lhe: "Amar-te-ei toda a minha vida." Mas sabe perfeitamente que nem sequer pode ter a certeza do dia de amanhã - está a fazer-lhe uma falsa promessa. Tudo o que lhe poderá dizer é: "Neste preciso momento, amo-te e dar-te-ei toda a minha totalidade. Mas nada sei quanto ao momento que se segue. Como posso, pois, prometer? Tens de me perdoar.
Osho, in Intimidade
Publicado por jacky às 12:22 AM
março 13, 2005
amor ideal

Quem nunca teve amores ideais que se acuse!
Publicado por jacky às 11:40 AM
março 08, 2005
distância...

Dedicado a todos os amores que ficaram distantes...
Publicado por jacky às 04:32 PM
Namorar é...

... ver contigo o pôr-do-sol.
... compreender os teus silêncios.
... mandar-te uma mensagem logo ao acordar.
... partilhar emoções.
... trocar um sorriso.
... cobrir-te de beijos.
... saborear a tua pele.
... enlaçar a tua mão.
... adormecer ao som da tua voz.
... é acordar feliz por ter-te ao meu lado.
... estar perto de ti mesmo quando a distância nos separa.
Namorar é...
Publicado por jacky às 11:16 AM
março 07, 2005
doçura de ti

Experimenta cozinhar os teus biscoitos no Letter James.
Publicado por jacky às 02:51 PM
fevereiro 27, 2005
romance corporal

Edgar Degas
O meu corpo é um romance.
As suas palavras são tuas.
Esquece tudo o que sabes
e aprende a ler o meu corpo
como se fosse o primeiro dia
de escola...
Publicado por jacky às 11:38 AM
fevereiro 26, 2005
erotismo
Nunca quis ser objecto sexual de ninguém.
A ser objecto, prefiro ser objecto erótico.
Ser-se objecto sexual é equivaler a um vibrador ou a uma boneca insuflável.
Ser-se objecto erótico vem da sugestão que reside nos pensamentos de cada um.
Não quero ser só corpo, quero ser intelecto também...
Publicado por jacky às 12:14 AM
fevereiro 25, 2005
imagética erótica

Ouvir o silêncio das tuas palavras...

Ler confidências no teu olhar...

Um presente e um beijo, dar e receber...

Sentir os teus lábios no mais profundo do meu ser...

Desnudar a pele que anseia por ti...

Relaxar no vapor da tua presença...

Partilhar a tua inconsciência...

Saciar-me nunca de ti...
(Imagens de Diane Ethier)
Publicado por jacky às 09:20 AM
fevereiro 24, 2005
textículo erótico*

Estava frio lá fora
e também dentro de mim.
Faltavas-me tu.
Tu, tu, tu...
Palavrinha pequena
que ressoava tão grande
na imensidão da saudade.
Tu e a tua mecha de cabelo rebelde ao vento.
Tu e os teus olhos penetrantes.
Tu e os teus sussurros ao meu ouvido.
Tu e as tuas mãos quentes.
Tu e a carícia da tua voz.
Tu e a tua pele com sabor a sol.
Tu tão longe...
Eu, aqui.
Já sem frio
Porque cheia de tu....
* pequeno texto erótico(a culpa é da Duende e da Cat onde vi os primeiros, e sobretudo à Hipatia, a promotora da comPILAção!)
Publicado por jacky às 06:07 PM
fevereiro 12, 2005
Quadras populares

Para o Carlitos escrever à menina do seu coração.
Gostava de ser barquinho
para atravessar o oceano
e dizer-te bem baixinho:
Miúda, como te gramo!
I love you em Inglês
Je t'aime em Francês
Mas para dizer a verdade
Também te amo em Português.
Nas ondas dos teus cabelos,
ensinaste-me a nadar.
Agora que és careca,
ensina-me a patinar!
Mais alguém quer ajudar o Carlitos para que ele possa escrever uma carta à Xaninha do seu coração?
Publicado por jacky às 10:43 AM
fevereiro 09, 2005
a conta bancária amorosa

Poder-se-ia comparar uma relação amorosa a uma conta bancária.
Às vezes, investimos em alguém e o saldo é positivo. Chega mesmo a dar juros.
Outras vezes, depositamos tudo numa pessoa e o saldo é negativo. Poupamos para ver render e o que colhemos são apenas dívidas, que o outro nos deixou no coração, por pagar.
A maioria das vezes, a conta flutua. Certos dias, os movimentos são positivos, outros dias negativos. Temos que pedir empréstimo para salvar em conjunto o que vai mal ou então simplesmente ficar no banho-maria da poupança.
Quando chegam os dias de crise, as contas ficam congeladas e assim ficam também as relações, mas nem todas. Alguns casais não desistem à primeira dívida e unem esforços para ultrapassar a crise.
Nos dias de hoje, em que as pessoas parecem esponjas absorventes afecto, adere-se ao sobreconsumo e investe-se naquilo que se poderá pagar só daqui a uns meses, aposta-se nos gastos imediatos sem pensar nos juros dos empréstimos que ficarão para o futuro.
Nas relações amorosas, não deveria haver cartões de crédito nem de débito. Talvez um simples mealheiro bastasse, um mealheiro onde todos os dias pudéssemos juntar pequenos tostões de afectos que, mais tarde, pudessem tornar-se um totoloto do amor...
Publicado por jacky às 08:59 PM
fevereiro 02, 2005
cores da sedução

Se a sedução tivesse cor, alternaria entre o rosa muito claro e o vermelho intenso... E tu, o que é que achas? De que cor é a sedução?
Publicado por jacky às 12:59 PM
janeiro 31, 2005
typo generator

elaborei o meu amorizade,
depois de ter visto o da Blogotinha,
que fez o dela
no Typo Generator.
Publicado por jacky às 11:58 AM
janeiro 28, 2005
Shall We Dance

Há dias em que, mergulhados na rotina do dia a dia, nos perguntamos porque vivemos e se estamos felizes. Às vezes, sentimos mesmo que falta qualquer coisa. É o que acontece com John que, apesar de ter um bom emprego e uma família amorosa, sente que se está a perder na rotina diária.
Uma das vezes em que ele está a olhar pela janela do comboio, vê uma linda mulher de ar triste à janela duma escola de dança e repara que, dia após dia, ela está lá, como perdida.
Um dia, ele decide sair e acaba por se inscrever nas aulas de iniciação de dança. A partir desse momento, a sua vida vai realmente mudar.
Gostei especialmente dum diálogo da Beverly Clark, mulher de John, com o detective. Quando ele lhe pergunta porque é que as pessoas ficam juntas num relacionamento. Aí ela responde...
Este filme, Shall We Dance de Peter Chelsom conta com a participação de Richard Gere (John Clark), Susan Sarandon (Beverly Clark) e Jennifer Lopez (Paulina) nos principais papeis.
A não perder para quem gosta de dança, beleza, arte e afectos! Para quem entrou em crise existencial! Para quem já não se sente bem na sua pele e precisa de se reencontrar...
(Eu já sei que vão dizer que estou a promover uma comédia romântica, mas este filme é muito mais do que isso. Quem viu poderá confirmar!)
Publicado por jacky às 04:24 PM
janeiro 18, 2005
Zelo

Amor é zelar por ti...
Publicado por jacky às 11:16 AM
janeiro 05, 2005
muros e uma janela

As pessoas constroem muros em vez de pontes porque já foram magoadas, rejeitadas, desiludidas, desencantadas ou traídas, porque já lhes mentiram ou se aproveitaram da sua ingenuidade, porque deram quase tudo: os dedos e os anéis, como na canção do Paulo Gonzo, e quase tudo foi demais...
As pessoas reagem com o fogo do dragão à dor ou como animal ferido que lambe as suas cicatrizes, recolhido na sua toca. As pessoas choram, gritam, partem tudo ou simplesmente emudecem e ficam vazias.
Construir muros torna-se imprescindível para a sobrevivência. É preferível permanecerem isoladas que abrir uma porta e arriscar a sofrer de novo. Há pessoas que não constroem um só muro, mas grandes muralhas espessas. Há pessoas que preferem muros de palha e quando vem o vento, esquecem as mágoas.
Um dia, uma janela esquecida é abertura para o muro deixar de fazer sentido. Nesse dia, chega um novo amor para ajudar a cicatrizar o que o tempo não conseguiu...
Publicado por jacky às 01:59 PM
dezembro 18, 2004
seduzir 2

Marc Chagall
Há pessoas que vão dizer: «- Nunca vou seduzir ninguém! Porque sou isto e aquilo i.e. feio, gordo, magro, orelhas descoladas, penca grande, mamas grandes ou pequenas, cu grande, pernas de canivete, sinais e cicatrizes, etc.»
É verdade que, no primeiro impacto a aparência, é o que salta à vista. Também é verdade que todos os dias somos invadidos por imagens de corpos perfeitos, sem celulite, nem pança, peles e cabelos brilhantes, rostos harmoniosos... e por aí fora. Mas, isso é na primeira abordagem. Depois vem a 2ª parte. Para mim, a mais importante! Porque um bolo pode ter bom aspecto e o recheio ser intragável. Aí é que começa a sedução...
Seduz-me, num homem, uma certa ternura na entoacção da voz, um riso franco, um olhar que se cruza com o meu, um sorriso doce, um sinal característico no rosto, uma atitude confiante, um gesto subtil, palavras que embalam, uma mão bonita...
A sedução conduz a um estado mental diferente, de indiferente passamos a cativados e é como se ficássemos sob o poder do outro. Para o fascínio perdurar, tem que haver correspondência do outro. Ausência, silêncio, não atender telefonemas ou não responder a emails (ou outras coisas) faz com que o estado de sedução esmoreça. Começamos a perder confiança em nós e no outro. Passado um tempo de vazio, o tal poder começa a desfazer-se. Surgem outras coisas e outros olhares podem prender a nossa atenção.
Seduzir é uma coisa muito esquecida... diz o eco.
O que me seduz pode não te seduzir a ti.
O que é que te seduz num homem ou numa mulher?
Publicado por jacky às 12:23 PM
dezembro 17, 2004
seduzir

Hippolyte Flandrin

Qu Lei
Parece fácil seduzir no século XXI. As pessoas estão à mão sob todos os aspectos i.e. expõem-se mais (a vergonha e o pudor é para os cotas!) tanto a nível físico como a nível pessoal.
É fácil conhecer-se gente nos bares, no café, no trabalho, na rua e ultimamente na internet. Ele é chat(o)s, ele é eu procuro-te (icq), ele é mensageiros (msn, multiply, h5), ele é amigos dos amigos dos amigos às toneladas (orkut) e sei lá que mais.
O telemóvel permite-nos estar-se ligado ao mundo 24h/24h, em qualquer lado, a qualquer hora, com quem quer que seja (que esteja fisicamente connosco e do outro lado do fio).
Estamos aqui e em todo o lado. Estamos sozinhos e com toda a gente. Estamos íntimos e sociais.
E...
Nunca as pessoas se sentiram tão sozinhas, tão desconsoladas, tão irritadiças, tão agressivas, tão desamparadas e tão depressivas, porque tanta comunicação e tanta gente nova não trouxe mais relações estáveis, nem mais amigos verdadeiros e de confiança. Os amigos vêm e vão. Os amores são efémeros. Os fios nunca chegam a dar laços e muito menos nós.
As pessoas sentem, então, necessidade de arranjar alguém à força, uma alma gémea que as tire dessa teia de momentos vazios. Mas as amizades e os amores não se forçam. Ou há empatia e a amizade nasce ou o elo se esfuma rapidamente. Ou há sintonia e desejo e o amor floresce ou o amor morre na nascente.
Não nos devemos impor a ninguém. Não devemos dizer: - Cheguei e preciso já de ti! É preciso criar os fios invisíveis que nos ligam ao outro. Se for ao amigo, devemos criar um tecido de afinidades. Se for a uma paixão nascente, devemos criar o desejo do reencontro.
Não devemos dar-nos por inteiro logo nas primeiras abordagens. Lagos obscuros não incitam ao banho, mas transparência a mais também faz perder todo o mistério. Não devemos esperar muito do outro e tentar aceitá-lo como é, assim evitaremos as decepções de altas expectativas.
Seduzir é como ter uma cana de pesca e puxar alguém para nós com um fio. Se o fio for fraco, a sedução será desfeita. Se for forte demais, iremos aprisionar o outro nas malhas da posse. O fio deve ser suficientemente leve e forte para que o outro venha ter connosco sem termos de o puxar.
Sedução é uma coisa cada vez mais esquecida, disse o eco no país duma raposa e dum principezinho...
Publicado por jacky às 01:32 PM
novembro 30, 2004
Amor é ver tudo intensamente colorido!

Para o Paulo Querido, este quadro que representa tão bem todo o entusiasmo de uma nova paixão! :)
Publicado por jacky às 12:59 PM
novembro 25, 2004
sintomas do amor

Love checks, by Sarah Lugg
Entre outros sintomas, quando estamos apaixonados, trememos. Quando vemos o nosso amor, por vezes, coramos e por vezes passamos a batido de coração...
Transpiramos. Temos frio ou calor. Perdemos ou ganhamos apetite. Ficamos com taquicardia, exaltados ou muito calmos. Mudamos de humor rapidamente ou vivemos acima das nuvens. Desconcentramo-nos ou vivemos na lua.
Ai sintomas do amor que nos desmascaram...
Assumo que fico com dores de barriga, com o coração acelerado e pior do que isso, fico com o rsoto ruborizado! E tu, quais são os teus sintomas pessoais do amor?
Publicado por jacky às 08:28 PM
dimensão do amor

Norman Rockwell
Dizem que o amor sem medidas é que é o verdadeiro amor. Não concordo muito. O amor engloba uma escala imensa de emoções que vão desde uma ligeira nostalgia até a uma depressão profunda perante uma perda ou desde um contentamento suave até ao ágape.
Uma pergunta que gostava de fazer era: Amas-me de que tamanho?
Nunca quis uma resposta medida, antes uma resposta enamorada. Tudo isto vem de trás. Quando era pequenina, acreditava que o Pai Natal morava no céu. O céu era muito longe. Quando os meus pais me perguntavam se gostava deles, respondia-lhe que gostava deles até ao Pai Natal. E era verdade. Era o maior tamanho que conseguia imaginar.
As crianças gostam desta pergunta, os adultos é que não, porque talvez não queiram amar uma imensidão...
Publicado por jacky às 08:14 PM
novembro 21, 2004
caminho

Amor é... percorrer o mesmo caminho lado a lado.
Publicado por jacky às 02:33 PM
flor

Amor é... dizê-lo com flores.
Publicado por jacky às 02:31 PM
pensamento

Amor é... ter-te sempre no pensamento.
Publicado por jacky às 02:29 PM
malmequer

Marc Chagall
Amor é... colher todos os malmequeres dos campos para escolher sempre bem-me-quer.
Publicado por jacky às 02:27 PM
novembro 20, 2004
luar

Marc Chagall
Amor é... abraçar-te ao luar.
Publicado por jacky às 11:59 PM
novembro 18, 2004
cheiro

Fungcap
Amor é... reconhecer o teu cheiro, que emana da ternura.
Publicado por jacky às 11:42 PM
tempo

Amor é... descobrir a preciosidade do tempo de um abraço.
Publicado por jacky às 11:40 PM
vulnerabilidade

Richard Nolan
Amor é... descobrir uma imensa vulnerabilidade quando nasces.
Publicado por jacky às 11:37 PM
noites

Amor é... passar noites em claro para que as tuas noites sejam sonhadas.
Publicado por jacky às 11:33 PM
novembro 17, 2004
sabor

Amor é... saber o teu sabor.
Publicado por jacky às 03:21 PM
novembro 09, 2004
nova vida

Amor é... querer partilhar a boa notícia da tua chegada com todos.
Dedicado à Guida :)
Publicado por jacky às 12:11 AM
abraço II

Ilustração de Anita Jeram
Amor é... segurar-te preciosamente num abraço.
Publicado por jacky às 12:06 AM
outubro 25, 2004
amor é de Kim Casali III

Amor é... (Ó Alexandre não me queres dar uma ajudinha que se me varreu o alimão todo na limonada...)
Publicado por jacky às 09:10 PM
amor é de Kim Casali II

Amor é... só nós os dois.

Amor é... o primeiro toque.
Encontrei estes na página invitations of love.
Publicado por jacky às 06:36 PM
amor é de Kim Casali I

... é escolher a estrela certa para tornar os sonhos realidade.
Há muitos mais na página Comicspage - Love is.
Este é especialmente dedicado ao Ognid e à Imatta que me fizeram recordar estes adoráveis bonequinhos! :)
Publicado por jacky às 06:02 PM
outubro 22, 2004
sobre o amor 8

Dizem que um amigo é aquele que nos aceita como somos verdadeiramente. É alguém consciente dos nossos defeitos e das nossas falhas e que, mesmo assim, gosta de nós.
Dizem que somos muito mais tolerantes com os amigos do que com os nossos amores. Contudo, não entendo porque não consigo conceber amor sem amizade... E tu?
Publicado por jacky às 12:28 PM
outubro 20, 2004
sobre o amor 7
(in) fidelidade
A fidelidade e a lealdade para com os outros não existe, de facto. Somos fieis e leais a nós mesmos e aos nossos valores. Somos fieis sempre, tanto com x como com y. Somos leais aos amigos, tanto masculinos como femininos. A fidelidade e a lealdade é, portanto, algo de muito pessoal e não depende assim tanto do outro como alguns pensam.
Porém, o conceito de fidelidade difere muito de pessoa para pessoa. Para alguns, é trair com o pensamento: desejar alguém intensamente. Para outros, é haver envolvimento amoroso. Para certas pessoas, é um envolvimento sexual. O que pensas sobre isso?
Publicado por jacky às 11:39 AM
outubro 19, 2004
sobre o amor 6
Amor à primeira vista
Dois olhares se cruzam e subitamente um relâmpago vindo do céu rasga a opacidade de mais um dia cinzento. De repente, tudo se ilumina. Eram faróis apagados, isolados no meio da tempestade. Agora, dois faróis estão ligados um ao outro. Reconhecem-se. Mergulham os olhares para dentro das suas almas que se unem numa só. A atracção é simplesmente irresistível e o mundo renasceu a partir desse momento...
Contudo, nem sempre o amor à primeira vista é recíproco. Só um é agraciado ou amaldiçoado pelo fenónemo: agraciado, se o outro se deixar envolver pela luz; amaldiçoado abandonado(a) na tempestade...
Já te aconteceu alguma vez apaixonares-te ao primeiro olhar?
Publicado por jacky às 12:59 PM
outubro 18, 2004
sobre o amor 5
Em busca do alter-ego...
Cada vez é mais difícil encontrarmos o nosso outro eu, aquele(a) que virá completar o que falta em nós. Talvez porque as pessoas, nos dias de hoje, investem demasiado no amor. Querem um outro perfeito e idealizado, cinzelado por nós ao longo de muitas noites de solidão...
O outro seria como o espelho da madrasta da Branca de Neve a quem perguntaríamos:
- Espelho meu, haverá alguém mais belo(a) e melhor do que eu?
Ao que o alter-ego responderia:
- Não, tu és o/a mais belo(a), o/a mais inteligente, o melhor ser humano que já conheci.
E assim ficaríamos felizes, com uma auto-estima renovada mais alta que um arranha-céus com janelas para as nuvens...
Publicado por jacky às 09:21 PM
sobre o amor 4
Os psicanalistas dizem que o encontro amoroso acontece quando há o encaixe de duas neuroses.
Freud dizia que só encontramos o que existe já no nosso inconsciente e Marcel Proust que no amor, só se encontra o que se imaginou primeiro...
Jean-George Lemaire que se debruçou sobre o encontro amoroso diz que é uma colisão inconsciente de duas neuroses complementares. Há alguém que entra em diálogo com a criança que érmoa, daí a ideia de familiaridade, de se conhecer o outro desde sempre.
Pode até ser uma explicação bastante verosímel mas acho-a duma falta de poeticidade atroz...
Publicado por jacky às 09:08 PM
outubro 17, 2004
sobre o amor 3
Os cientistas dizem que o encontro amoroso é biológico. Sentimo-nos atraídos por alguém devido a sinais visuais, acústicos, olfactivos e hormonais que o outro nos transmite e que fazem rebentar com os nossos receptores...
Que dizer então destes amores que se criam graças à internet, onde não há contacto físico?
Publicado por jacky às 11:14 AM
sobre o amor 2
Segundo os sociólogos, o encontro amoroso está principalmente determinado por uma afinidade social. É óbvio que, pela lei das probabilidades, é muito mais fácil apaixonarmo-nos por alguém que frequenta a mesma escola, que trabalha na mesma empresa ou que anda pelos mesmos locais de lazer que nós.
Que dizer então dos amores multi-raciais oriundos de locais distantes no planeta?
Publicado por jacky às 11:09 AM
sobre o amor 1
Às vezes, pensamos que o amor acontece assim sem mais nem menos e que tinha mesmo de ser assim. E talvez seja. Há várias teorias sobre o amor, que andei a investigar, e que agor vos vou revelar.
O amor como abertura da identidade:
Jean Claude Kaufmann diz-nos que Cada ser humano é um eremita condenado a viver recolhido na concha da sua identidade e a única hipótese de abrirmos a porta da nossa alma é essa capacidade de sairmos do nosso casulo e deixarmo-nos amar, para mutuamente podermos reinventarmo-nos.
Mesmo assim, será que somos mesmo capazes de sairmos da nossa concha?
Publicado por jacky às 11:07 AM






