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abril 30, 2005
classificados I
Tecido transparente de vestido preto oferece-se para limpar pó a óculos de sol, em jantar a combinar, muito brevemente.
Resposta a este anúncio no post nº 772 deste blogue.
Publicado por jacky às 07:35 PM
dar a cara
Dou a cara pelo amorizade. E tu, dás a cara pelo teu blogue?

Publicado por jacky às 03:34 PM
mapeamento de ti II
Retroceder.
Duvidar de mim.
Disparatar intensamente.
Acelerar o tempo.
Complicar tudo.
Pensar demasiado.
Deixar de ver.
Perder-me na negritude do medo.
Deixar-me envolver pela ansiedade.
Corporizar a nossa música na solidão.
Sentir a perda de ti.
Afagar caracóis virtuais.
Aninhar-me nos lençóis de flanela.
Absorver a quentura da cama.
Embriagar-me com a memória da tua voz grave.
Ter sede de ti ainda.
Ceder à tentação do holograma da tua nudez.
Despir-me lentamente.
Vestir-me de ti.
Imaginar o mapeamento de ti.
Submeter-me ao prazer.
Tactear.
Percorrer as pernas.
Deslizar os dedos.
Roçar-me.
Incendiar-me.
Sentir o enlevo.
Acelerar pulsações.
Demarcar sensações.
Embriagar-me de ti.
Libertar ondas solitárias.
Abarcar o sonho de ti.
Apaziguar.
Traçar na minha mente contornos esbatidos.
Memorizar a fantasia de ti.
Parar o tempo.
Libertar o medo e a ansiedade.
Acordar dum sonho de ti, irreal ou talvez não.
Esperar pacientemente...
Publicado por jacky às 03:20 PM
o meu abc
em resposta a um desafio do meu grande amigo Gomezzz:
A de Amorizade: porque os afectos são a energia que geram a Felicidade.
B de Blogosfera: na qual estou viciada e onde se encontram alguns dos meus melhores amigos.
C de Carinho: o que mais gosto de sentir pelo meu próximo.
D de Damasco: uma das minhas frutas favoritas.
E de Enamoramento: um sentimento cada vez mais raro.
F de Flores: os poemas da Natureza que mais me encantam. Quando for grande, quero ser Fada das Flores.
G de Gatos: gosto do seu mistério, espírito de brincadeira e independência.
H de Hippy: gosto da música, das roupas e do espírito.
I de Impulsividade e Impaciência: dois dos meus maiores defeitos.
J de Jacqueline: os meus pais tinham logo que me arranjar um nome tão apelativo?
K de Katie: que era o meu nome de brincadeira quando era menina.
L de Ler: adoro ler de tudo um pouco e gostava de ter mais tempo para poder ler todos os livros, poemas e blogues, que esperam por mim.
M de Mário Nuno: o meu tesouro mais precioso.
N de Nenúfares: flores aquáticas, flutuando em folhas-barco.
O de Orgulho: sou uma orgulhosa assumida, raramente peço ajuda e custa-me imenso pedir desculpa...
P de Paris/Porto: as duas cidades da minha vida.
Q de Queijo: nasci na terra dos queijos e adoro-os, desde o camembert ao mais simples.
R de Rodrigo Leão: a minha música portuguesa preferida.
S de Saudade: sou muito saudosista, não por querer viver no passado, mas para recordar momentos felizes.
T de Ternura: o sentimento doce que mais gosto de sentir.
U de Uvas: passei a gostar delas quando estive grávida.
V de Viagens: adoro viajar, já fiz o inter-rail em 1994 e foram as melhores férias da minha vida. Só tenho pena de não ter dinheiro para viajar mais.
W de Why: a pergunta que mais faço.
X de Desconhecido ou de mapa do tesouro.
Y de Youpi: uma expressão de alegria de que tanto gosto!
Z de Zen: o que eu gostava de ser...
Publicado por jacky às 03:08 PM
saudosismo
A lua fez-me recordar aquele jogo que fazíamos no tempo da praia, quando os meus pais alugavam barraca em Matosinhos, o verdade e consequência. Fez-me logo lembrar também o jogo:
- Caiste ao poço?
- Quantos metros?
- Quem te salvou? Foi este(a)?
- E a água dava-te por aqui?
Ai que saudades! :)
Publicado por jacky às 10:42 AM
chapi chapo
Hoje, estou muito Chapi Chapo:

Música de François de Roubaix, 1974*
Chapi Chapo
Patapo
Chapo chapi
Patapi
Biribibi
Rabada dada
(vozita) Dada dada !!
Pacha pacho
Pitipo
Pacho pacha
Pitipa
Biribibirabadadida
(refrão)
La la la la la la la la la
La la la la la la la
La la la la la la
Chapi Chapo
Patapo
Chapo chapi
Patapi
Biribibi
Rabada dada
Pacha pacho
Pitipo
Pacho pacha
Pitipa
Biribibirabadadida
Quem é a sortuda que tem o DVD de Chapi Chapo, quem é? :D
Adorava vê-los a rir e a dançar quando era miúda, o meu filho também gosta e eu continuo a gostar imenso! Nada como rever Chapi (o menino de azul) e Chapo (a menina de vermelho) para valorizar a alegria e a inocência da infância.
E tu, lembras-te de Chapi Chapo?
* Se quiseres o mp3 de Chapi Chapo, deixa mensagem nos comentários com o teu endereço de email :)
Publicado por jacky às 10:24 AM
perdidos
Algures, a caminho de Espanha, pensamentos perdidos...
Publicado por jacky às 12:58 AM
abril 29, 2005
Faz(es)-me falta

Faz-me falta
a quentura da tua voz
que aquecia as noites brancas.
Faz-me falta
a força do teu desejo
tuas pernas nas minhas ancas.
Faz-me falta
o cheiro da tua pele
que acordava minha paixão.
Faz-me falta
a visão da tua nudez
que acelerava meu coração.
Fazes-me falta,
muita falta...
Publicado por jacky às 09:03 PM
Desafio!
A amizade é como missangas coloridas que se vão encadeando no colar da vida.
Desafio-te a escrever um texto de amizade à tua escolha: retratos, pensamentos, histórias, fotografias, desenhos, tudo o que quiseres!
O primeiro é a Amizade da wind. Quem é o/a senhor/a que se segue?
Ler também este lindo texto da grilinha, sobre amizades virtuais que se tornaram reais :)
Publicado por jacky às 08:27 PM
escrever com outro sexo
O Nikonman desafia-nos a escrevermos um texto erótico mas trocando de sexo, depois de ter lido este poema do meu passarinho preferido.
Vou tentar mas não prometo que vá sair alguma coisa de jeito! Quem mais se atreve e colocar-se numa perspectiva diferente da sua?
Actualização:
Ler textos da Pandora, do Clark59, do PmA, da Mad, do Fernando, do Luis Ene, da Maria! E finalmente o meu... Quem mais se atreve?
Publicado por jacky às 03:06 PM
Calimero

Hoje estou num dia Calimero.
Publicado por jacky às 02:12 PM
:'-(
Devo ter feito algo de errado. Podia ter comprado um livro e ter lido sobre reprodução de canários. Podia ter ido ao veterinário. A minha canária esforçou-se tanto. Pôs 2 ovos que não vingaram, depois pôs mais 3 e nasceram 2. Ficou um mês deitada no ninho e ficou sem penas na barriga. Para quê? O segundo está morto e ela está fora do ninho a olhar para ele. Não é justo! Estou triste...
Publicado por jacky às 09:52 AM
amizade precisa-se!
Desafio-te a escreveres sobre a amizade. Pode ser um retrato de alguém, uma história real ou inventada, um poema, uma definição, até mesmo um desenho! Vá lá! Já comecei agora é a tua vez!
Publicado por jacky às 12:26 AM
abril 28, 2005
uau!
Juro que para a próxima vou ter um caderninho para anotar estas pérolas que os nossos comentadores futebolísticos nos oferecem. Entre frases destas: «Reitero a minha posição» ou «Genialidade e garra duma equipa» ou «a serenidade em campo do A. está a causar ansiedade ao Sporting», adorei ouvir esta: E Pinilla celebra na bancada com a juve leo EU-FU-SI-VA-MEN-TE!!!
De qualquer maneira, parabéns Sporting!
Publicado por jacky às 10:06 PM
amizade I

Claudia, foto do Nikonman, tirada durante o jantar da Pandora.
Quase já nem me lembro do tempo em que não éramos amigas. Já somos amigas há 20 anos. Digamos que somos mais irmãs que amigas. Há famílias que não aguentam as agruras da vida como nós já aguentamos.
A nossa amizade tem resistido a tudo: aos outros, aos amores que chegaram e já se apagaram, às discussões, às lágrimas, às compras, aos amuos e até ao próprio tempo.
Conhecemo-nos em 1984, na Escola Secundária Carolina Michaelis, quando ficámos ambas no 10º ano área D. Ela ficava sempre absorta na primeira fila encostada à janela. Tinha longos cabelos como qualquer menina bem comportada e era-o de facto.
É como um pilar forte e resistente que sustenta toda uma estrutura. Está sempre presente, é confiável e responsável. É organizada, perfeccionista e faz sempre tudo direito, segundo planos que elabora previamente, i.e., quando eu deixo... :D
Somos realmente muito diferentes as duas e por isso nos damos tão bem. Acho que nos completamos perfeitamente. Entre as duas há um equilíbrio quase perfeito. Ela obriga-me a ter o IRS direitinho e a fazer bem as coisas e eu obrigo-a a embarcar em 1001 aventuras, cada qual a mais louca.
Já discutimos inúmeras vezes e às vezes ficamos dias e dias sem nos falarmos. Quando me salta a tampa, fico insuportável e ela sabe-o bem. Quando fica ela absorta nos seus pensamentos negros, tiro-a de casa nem que seja em pijama e quando dá por si, só lhe falta mesmo andar com vestidos às florzinhas :)
É a minha carregadora oficial de sacos quando nos damos ao luxo de estarmos uma tarde toda no entra e sai das lojas. Já tivemos ataques de riso com as figurinhas tristes que fizemos com certos modelitos nos vestuários das lojas.
Há anos que falámos quase todos os dias e mesmo assim há sempre assunto para mais umas horas.
É a única que tem paciência para ir comigo ao cinema, porque como é sabido, fico tão envolvida nos filmes que, nas cenas de suspense, apanho grandes sustos e salto para cima de quem estiver ao meu lado. Ninguém também está para aturar as minhas gargalhadas nas comédias ou quando adivinho o fim dos filmes ao fim de 10 minutos!
Ela é a minha memória. É capaz de se recordar de coisas que fizemos há milhões de dias com pormenores e eu nem sei o que comemos ontem. É uma excelente pre-leitora dos meus livros e um bom garfo dos meus pratos caseiros. Mesmo que fique uma porcaria, diz sempre que está óptimo!
Também é uma óptima guarda-costas porque se souber que alguém me faz mal, mostra logo as garras. Acima de tudo, foi aquela que nunca me abandonou no período mais negro da minha vida, que esteve ao meu lado quando tive de engolir sapos, que nunca virou as costas ao meu mau feitio e que sei que será minha amiga leal para sempre, aconteça o que acontecer.
Às vezes, como tenho sempre muitas pessoas à minha volta, ela pensa que me posso esquecer dela. É um autêntico disparate. Ela é um dos pilares da minha vida e não consigo concebê-la sem ela. A Claudia é a irmã que sempre sonhei ter, muito mais que uma simples amiga! Obrigada por estares sempre aí e desculpa-me todas as más palavras, mesmo aqueles de que nunca pedi desculpa por orgulho. Perdoa-me os silêncios e as explosões. Obrigada por tudo, amiga!
Publicado por jacky às 07:05 PM
pano
Vejo a amizade como um enorme pano que se vai criando no tear da vida e em que cada fio e/ou desenho representam um laço ou elos de amizade...
Queres fazer parte do meu pano de amizade? Se calhar, já lá estás. Qual é o teu padrão?
Publicado por jacky às 10:00 AM
de cusquice em cusquice
Nasci numa noite de Inverno, a 4 de Dezembro, em Paris, 20 dias antes do tempo. O meu pai tinha sido internado de urgência para ser operado e a minha mãe afligiu-se. Quando nasci, o meu pai não me foi ver à maternidade. Teve de assinar o termo de responsabilidade para sair mais cedo do hospital para me ir registar! :D
Nasci num ano idealista, no ano em que debaixo dos paralelos, dormitavam praias :)
Agora só falta mesmo perguntar a tua data de nascimento e histórias caricatas ligadas a esse dia. Queres contar?
Publicado por jacky às 09:00 AM
desejo VII*
Ele era como um catavento. Tinha os pés bem assentes no seu tecto, mas o que mais apreciava, era andar ao sabor dos ventos. Rodopiava sobre si mesmo, farejava todas as mudanças e partia em busca de renovadas aventuras.
Era um sedutor nato. Amava as mulheres. Nenhuma lhe era indiferente. Não que fosse promíscuo, contudo, não havia nenhuma mulher que o completasse. Em cada uma, encontrava algo a desejar: um olhar provocante, uma boca carnuda, uma cor de pele macia, um divertimento atrevido, umas unhas cuidadas, umas curvas apetitosas, um cabelo arranjado ou um cabelo selvagem, umas palavras amorosas. Coleccionava fotografias de todas elas: as reais e as inacessíveis, as encantadoras e as indiferentes, as musas e as tímidas.
Os cataventos não se prendem, giram sempre sem parar. Porém, há um dia, em que um vendaval há-de chegar, de repente, e atirar o catavento para a terra ou talvez não. Há cataventos que nunca se deixam desentectar...
* A fonte do desejo parou por aqui. Vou mudar de tema. Agora vou escrever histórias de amizade e desafio-te a fazer o mesmo, no teu blogue, ou aqui mesmo nos comentários, porque o desejo é gostoso, mas não há nada que substitua um verdadeiro amigo...
Publicado por jacky às 08:48 AM
desejo VI
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Albena Hirstova
Desejou-a no mesmo momento em que a viu pela primeira vez e desejou-a tão intensamente que não concebeu partilhá-la com mais ninguém. O destino parecia ajudá-lo, quando ela correspondeu ao seu desejo.
Amavam-se desalmadamente como se o mundo fosse acabar ali. Estavam sempre juntos e davam tudo um pelo outro. Todavia, chega uma certa altura, em que a paixão tem de se renovar, senão esgota. Ele não quis. Fechou-a numa gaiola doirada. Vivia obsessivamente à sua volta. Levava-a para todo o lado. Vigiava-a o tempo todo. Telefonava-lhe a todo o momento, seguindo-lhe todos os passos. Controlava-a no cabeleireiro, nas compras, nas amizades, nos diálogos, nos laços familiares. Tinha banido do seu guarda-roupa tudo o que a pudesse tornar desejável a outros homens: transparências, decotes e roupas justas. Tudo fez para a possuir totalmente.
Ela começou a definhar, pássaro ferido encarcerado numa gaiola. Já não ria, já não cantava. Perdera o brilho de outrora. Entristeceu. Deixou de o desejar. Sentia-se ainda mais triste por isso. Como poderia ela se queixar, se era idolatrada? Deixou de ter vontade de tudo. Começou a engordar. Sombrou numa profunda melancolia.
Ele não entendia a mudança. Que estaria a fazer de errado? Porque estava ela uma sombra de si mesma? Continuava a desejá-la profundamente mas a sua indiferença feria-o.
Um dia, reparou noutra mulher e desejou-a naquele mesmo momento. A obsessão fora transferida. Abriu a gaiola e libertou o pássaro ferido, precisava dela aberta para outra mulher. O pássaro quis voar, mas não conseguiu: as asas já não lhe obedeciam. Voltou para o seu ninho e lá permaneceu, até cicatrizar algumas feridas. Voltou a rir e a cantar, mas baixinho. Nunca mais quis ser desejada, fosse ela voltar para uma gaiola...
Publicado por jacky às 06:55 AM
saudades de...

Jean Noel Reichel
Tenho tantas saudades de Paris que até doem...
E tu, de que cidade tens mais saudades?
Publicado por jacky às 12:40 AM
desejo V
Ele era tipicamente noctívago, não porque andasse de discoteca em discoteca, mas porque durante a noite, podia dedicar-se inteiramente aos seus pensamentos e aos seus sonhos sem ser interrompido.
Não era propriamente uma pessoa muito popular. Não era nem introvertido nem extrovertido. Apenas gostava de falar o menos possível. Quando estava com algum problema por resolver, gostava de se fechar na sua caverna. Às vezes, ficava lá tanto tempo que o seu silêncio chegava a ser malcriado, quase um insulto. Geralmente, as mulheres, ou o idolatravam e faziam tudo por tudo para agarrar a sua atenção, ou então desistiam perante tanto mutismo.
Gostava de se fechar no seu mundo paralelo para pensar nela, a mulher desejada. Era uma das poucas que o conseguia invadir pelas palavras, pela sua persistência, pela sua generosidade e pela sua inteligência viva. O mais engraçado de tudo é que a desejava, mas nunca a tinha visto. Tinham-se conhecido num chat numa noite em que ambos se sentiam particularmente sozinhos. Já a tinha visto em fotografia, porém, imaginava-a bem mais bonita. As fotografias fixam momentos e expressões que acabam por cristalizar e ela era tudo menos rigidez. A ser, teria de dançar num holograma em movimento.
Certas noites, em que a solidão o oprimia já não ía a chats. Aparecia no messenger à sua procura e teclavam. Se não estava, imaginava o encontro. Imaginava o seu cheiro, o som alegre do seu riso, o sabor da sua boca, o toque da sua pele. Imaginava o que lhe diria e o que ela responderia. Imaginava-a deitada num quarto de hotel, nua, desejosa dele. Imaginava tanto que chegava a adormecer, desejoso e desejado, e os sonhos continuavam pela noite dentro, envoltos em nevoeiros fantásticos, parados no tempo e em highspeed. Certas manhãs, acordava ainda envolto nela e até conseguia respirar o seu perfume.
Um dia, teriam mesmo de se encontrar. Um encontro? Talvez não. Tinha demasiado medo de perder o cheiro dela, quando o sonho se esfumasse em realidade...
Publicado por jacky às 12:20 AM
abril 27, 2005
tristonha
Hoje, estou tristonha. Está um dia bonito, certo.
Mas um dos bebés da minha canária não se mexe. Acho que está morto
(Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaááááá). Tão frágil a vida...
Publicado por jacky às 02:28 PM
nickname
O meu nickname na blogosfera é jacky. Nada de original, portanto. É apenas o diminutivo do meu nome: Jacqueline.
E o teu, vem de onde? Por que te lembraste dele? Conta-me! Gostava imenso de saber...
Publicado por jacky às 02:25 PM
Le droit à l'erreur, Amel Bent
Je ne marche plus droit.
Je fais n'importe quoi.
J'ai devant moi un mur qui m'empêche d'avancer.
Le réveil est brutal.
Les nuits baignées de larmes.
Et je suis la coupable à condamner.
J'ai perdu la direction et le sens.
Je ne sais pas tenir la distance.
{Refrão}
Je croyais tout savoir de nous.
Être arrivée jusqu'au bout.
Et tenir si bien le coup.
Je croyais tout savoir de moi.
Mais y a tellement de choses qu'on ne sait pas.
Comme toi!
Et je prétendais tout savoir.
Me voilà dans le noir.
Et mes yeux ne me servent aujourd'hui qu'à pleurer.
Est ce que tu peux entendre?
Est ce que tu peux comprendre?
Et faire le pas qui peut nous rapprocher.
J'ai perdu la direction et le sens.
Je ne sais pas tenir la distance.
{Refrão}
Est-ce que mes regrets peuvent suffire,
Effacer le mal des mots qu'on peut dire,
Et me redonner des couleurs?
Est ce que mon amour peut suffire
Et qu'un jour enfin tu pourras m'offrir
Et qu'un jour enfin tu pourras m'offrir
Le droit à l'erreur?
Gosto de canções francesas. Estão-me na alma. Esta ouvi-a há pouco na MCM e gostei bastante. É pena que as canções francesas, em Portugal, passem tão despercebidas...
Publicado por jacky às 12:49 PM
abril 26, 2005
dúvida existencial...

Dirigida aos homens: vocês gostam mesmo de mulheres assim vestidas? É que nunca percebi muito bem se fantasiam com este tipo de lingerie ou não? Hum? Quem tem a coragem de responder?
Publicado por jacky às 06:26 PM
desejo IV

Reinhard Simon
Estava deitada na cama a rever o seu velho álbum de fotografias. Ela era o que os franceses chamam de allumeuse, ou seja, uma incendiária de homens. À primeira vista, ninguém diria. Vestia clássico e só quando saía é que se produzia toda. Começava por depilar-se: depilava as pernas, depois as axilas, o buço e deixava sempre para o fim, os que ficavam junto ao sexo, que teimavam em sair da cueca tanga e ela odiava pilosidade. De seguida, ía para o banho, um longo banho com sais suavizantes. Depois secava-se num turco aquecido previamente e passava creme hidratante pelo corpo todo. Queria ter a pele bem macia para a noite que se avizinhava. Maquilhava-se, secava o longo cabelo negro e perfumava-se.
A roupa era escolhida a dedo. Não usava minisaias porque preferia ser discretamente sensual. Usava e abusava de vestidos negros decotados e saias travadas com rachas onde se distinguia ligeiramente meias de ligas pretas. Ela sabia que as ligas deixavam os homens loucos. Finalmente, os sapatos de tacão bem bicudos e altos, para poder dominá-los mais facilmente. Estava pronta. Só faltava o casaco, comprido, para resguardar-se na rua.
Entrou na discoteca que estava na moda naquele momento. Não havia porteiro que não a deixasse entrar depois de um longo e prometedor olhar. Deixava casaco e carteira no vestiário e ía para o centro da pista. Fechava os olhos e entregava-se à música em total abandono como se fosse um corpo de homem, o corpo de homem por que ansiava há muito. Sabia que mais tarde ou mais cedo, aquele corpo que tinha reparado ao longe haveria de se aproximar.
Aquela noite era especial. Era a nº 100. Gostava de números redondos porque lhe davam sorte. O corpo número cem já estava à sua frente. Não falaram, nem era preciso. Os corpos sabem quando se desejam e ela desejava-o. Saíram, disse-lhe o hotel para onde queria ir, um diferente cada noite.
Entraram. Despiram-se com sofreguidão e ele acariciou-a, beijou-a, tomou-a, gritou de prazer e tudo acabou como começou. Mais uma noite de fingimento. Logo que o seduziu, deixou de o desejar. Afinal, o número cem não tinha nada de extraordinário. Deixou que ele adormecesse, tirou-lhe uma fotografia com o seu telemóvel sofisticado. Levantou-se e vestiu-se. Saiu. Quando chegou a casa, imprimiu a fotografia. Deitada na cama, colou-a no seu velho álbum de fotografias, no lugar do nº 100.
Publicado por jacky às 04:53 PM
escrever...
Lamento muito estar a escrever de forma caótica e amontoada. Tenho dias assim, em que as ideias saltam dentro do cérebro e tenho de as colocar no papel e há dias em que nada sai direito, um tédio intelectual doentio.
Estou numa das minhas fases caóticas de criatividade, há que aproveitar enquanto dura. No entretanto, posso patrociniar-te um curso de leitura rápida para conseguires acompanhar o meu blogue!!! ;D
Obrigada por me leres. Sabes bem que gosto de te ter aí do outro lado do ecran, já que não podes estar a meu lado...
Publicado por jacky às 02:41 PM
o que será feito de...
Jennifer Grey?

Este fim de semana comprei o DVD do Dirty Dancing e diverti-me imenso com o filhote a (rerererererere)ver o filme. Estive a ensinar-lhe a dançar rock e até ensaiámos uns saltos artísticos e tudo!
De repente, pensei: que será feito da Jennifer Grey? E lá vim pesquisar... Tive um choque. Eu sei que o tempo não actua só no meu corpo, mas há certas personagens de filmes que cristalizam na nossa memória e permanecem intemporais.
Claro que não tem nada a ver com a menina do filme mas mesmo assim, depois do choque inicial, gostei de a ver. Mantém o mesmo sorriso meigo e doce que é característico da Babe...
E tu, às vezes, também te perguntas de que será feito de alguém?
Publicado por jacky às 02:17 PM
desejo III

Ele amava-a desde que se lembrava de ser gente. Tinha tudo começado na adolescência. Ele sempre fora tímido, mas muito estimado por todos, devido à sua permanente serenidade e inata sabedoria. Ela era a miúda mais popular do bairro. Todos os adolescentes da zona estavam apaixonados pela miúda-furacão. Tudo nela resplandecia, era a alegria de viver encarnada em gente. Ele, como todos os outros (e odiava-se por isso) desejava-a. Porém, sabia que não tinha hipóteses. Além de ser um pouco mais velho que ela (e nestas idades, 3 anos fazem muita diferença) era a sua antítese. Ele era melancólico, observador, calado, sonhador e passava o tempo perdido nos seus pensamentos. Ela era luminosa, colorida, faladora, divertida e muito comunicativa.
Começou a namorar com uma miúda muita gira para a esquecer e foram ambos a uma festa de anos de um vizinho. Apesar da sua introversão, havia uma coisa que ele gostava muito, que era de dançar. Dançou toda a festa. Ela estava lá. Ela, como sempre, animava a todos e ensinava passos de dança coreografados a que todos aderiam e ele também. Depois, foi a vez dele de ensinar e então ela olhou para ele, não como costumava, mas com olhos de ver. Foi aí que ela reparou nele.
Ele era loiro, de olhos castanhos meigos, tinha um sorriso lindo porque se ria com os olhos. Era gentil e carinhoso. A serenidade dele atraiu-a como se ela fosse um mero clip e ele um poderoso íman.
Não descansou enquanto não soube tudo dele, o que ele fazia, o que ele gostava, quem eram os amigos deles, o que fazia nos tempos livres até conhecê-lo em profundidade. Elaborou um plano: uma festa na sua casa. Entretanto, deu pulos de contente quando soube que ela já não namorava com a miúda gira e preparou tudo para que ele reparasse nela.
Ele ficou espantado: ela tinha-o convidado para uma festa na sua casa a ele? Devia ser por causa dos passos de dança. Bendita dança!
O dia da festa chegou e tudo correu sobre rodas, quando descobriram que ambos estavam apaixonados um pelo outro sem saberem. Amaram-se intensamente, como só os primeiros amores da adolescência sabem amar. Esse amor poderia ter sido eterno, se as contingências da vida não os tivessem separado. Demoraram anos a curarem-se um do outro. Namoraram inúmeras pessoas que procuravam ser à imagem e semelhança um do outro. Ela casou primeiro. Ele ficou à espera. Não podia acreditar que ela não tivesse esperado por ele. Só quando ele soube que tinha tido um filho, é que desistiu. Casou com aquela que o amava há muito e também teve o filho que sempre desejou ter da miúda-furacão.
Já não a vê há muito tempo, mas ainda a deseja. Ainda a sente nos passos de dança que dá cada vez menos. Ela foi o seu mais lindo sonho tornado realidade. Quando os dias se tornam demasiado tristes, sonha com ela e deseja voltar àquela festa em que ela reparou nele, no dia em que ele se tornou especial pelo objecto do seu desejo, ele, o escolhido no meio de todos os outros que a desejavam...
Publicado por jacky às 09:46 AM
Out of Reach, by Gabrielle

Creation of Adam, by Miguelangelo Buonarotti
Knew the signs
Wasn't right
I was stupid for a while
Swept away by you
And now I feel like a fool
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn't see
We were never
Meant to be
Catch myself
From despair
I could drown
If I stay here
Keeping busy everyday
I know I will be OK
But I was
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn't see
We were never
Meant to be
So much hurt,
So much pain
Takes a while
To regain
What is lost inside
And I hope that in time,
You'll be out of my mind
And I'll be over you
But now I'm
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach,
So far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn't see
We were never
Meant to be
Out of reach,
So far
You never gave your heart
In my reach, I can see
There's a life out there
For me
Esta canção faz parte da banda sonora do filme Bridget Jones. Gosto da canção e do filme, principalmente da personagem Bridget: arrebatada, desajeitada, adoravelmente ignorante, divertida e inconveniente, com grande tendência para os excessos (álcool, cigarros e peso) e para se apaixonar por homens que ela julgar estarem acima das suas «possibilidades». Ela tem tudo para ser a antítese da heroína duma comédia romântica, e contudo é encantadora.
Acho que já aconteceu a todos nós, estarmos apaixonados por alguém que fica fora do nosso alcance, pessoas que admiramos muito. A mim, por exemplo, acontece sempre sentir-me atraída por pessoas muito inteligentes e com sentido de humor. E tu, que tipo de pessoas te atraem? Quem está fora do teu alcance?
Publicado por jacky às 09:20 AM
confidência
Nem tudo o que se escreve tem origens em experiências próprias, pode apenas existir numa zona sombria da imaginação...
Publicado por jacky às 09:13 AM
abril 25, 2005
desejo II
Ela queria-o a ele (ou não), umas vezes sentia calor e outras frio, mas sempre, sempre um arrepio.
Na verdade, não sabia bem o que queria. Sempre lhe fora difícil relacionar-se com adultos perfeitos, porque ainda tinha alma de criança.
Uma criança não se projecta no passado nem no futuro, vive apenas o presente. Uma criança é naturalmente espontânea: ri quando está alegre, chora quando lhe dói, grita quando se irrita e fica doente quando se perturba. Uma criança ou gosta ou não gosta, não finge o que não sente. Uma criança, quando não gosta, não sorri nem beija e quando gosta, expressa-o quando assim o sente.
Também ela, quando estava apaixonada não fazia planos, queria apenas amar livremente. Queria que o seu afecto fosse aceite sem reservas mentais. O tempo em que tentara ser adulta e criar uma família, já tinha passado e não tinha corrido bem. Tinha tentado agir como esperavam dela, mas não tinha conseguido. Tinha prometido a si mesmo nunca mais construir castelos de príncipes e princesas, que viviam felizes para sempre, porque sempre era demasiado tempo para se viver...
Estava cansada daqueles joguinhos que os adultos adoravam: agora seduzo-te eu e depois calo-me uns dias para veres que não me tens. Depois, quando estiveres no ponto, cedes tu e vens ter comigo para me seduzires. Depois, escondes-te tu e assim brincamos ao esconde-esconde dos afectos.
Seria assim tão errado simplesmente amar? Amar agora e não deixar para amanhã? Querer estar ao lado dele, gostar de saber dele, ficar feliz quando ele a queria? Era assim tão complicado ele entender que não estava a construir nenhum conto de fadas, que não fazia futurologia, que não queria ser pressionada com coisas programadas? Que entrar no jogo dos adultos a desequilibrava?
Ela queria-o, sim, porque ele também tinha alma de criança, porque ele também vivia o momento, porque ele via o belo de todas as coisas, porque sempre encontrava o riso perdido de todas as coisas.
E ela não o queria, porque ele se transformava e começava a dissecar o que ela dizia e fazia, julgando que ela o estava a armadilhar num jogo de adultos.
Porque não podiam eles, encontrarem-se quando o tempo deixasse, olharem-se nos olhos e beijarem-se se assim o quisessem? Porque não podiam eles, enquanto não se vissem, gostarem(-se) simplesmente?
Ela queria-o a ele (ou não), umas vezes sentia calor e outras frio, mas sempre, sempre um arrepio.
Publicado por jacky às 07:02 PM
Cravo

Carnation, by Cavaciuti
Nome científico: dianthus caryophillus
Significado: Paixão, Liberdade
Mensagem: Dedico-me a ti corpo e alma
Em francês, diz-se oeillet e, em inglês, carnation.
Os cravos são originários do Extremo-Oriente e vieram cá parar durante as cruzadas.
O cravo vermelho é um dos símbolos da Paixão de Cristo.
O cravo vermelho usava-se à lapela no dia do trabalhador em França, mas foi substituído pelo lírio do vale.´
Está ligado para sempre à revolução portuguesa, ao nosso 25 de abril de 1974!
É também o emblema de Itália
Lendas ligadas aos cravos
Dizem que Maria Antonieta recebia mensagens em ramos de cravos quando estava na prisão do templo.
Dizem que dão azar se forem dados a actores antes de subirem ao palco!
Publicado por jacky às 05:27 PM
1 pequena história
do Luis Ene, escrita para mim:
Ela queria-o a ele (ou não),
umas vezes sentia calor e outras frio,
mas sempre, sempre um arrepio.
É um bom mote de continuação à minha história de desejo, mas agora escrito no feminino :)
Publicado por jacky às 05:04 PM
anjo da guarda

Bem-aventurados aqueles que encontram no seu caminho anjos da guarda para os acalentar nos dias tristes e rejubilarem nos dias alegres.
Obrigada Yardbird por teres nascido, porque desde que te conheci que já não me sinto tão sozinha. :)
Publicado por jacky às 04:12 PM
abril 24, 2005
desejo
Desejo-a e há-de ser minha. Sempre tive tudo o que desejei. Nunca tive de me esforçar muito para conseguir o que quero, talvez por estratégias bem planeadas, talvez por sorte apenas.
Desejo-a e há-de ser minha. Ela tem algo de diferente das outras, não sei bem dizer o quê. Ela nem sequer é muito bonita, mas consegue surpreender-me, o que já não acontece há muito. Ela paira sobre o mundo, inalcançável, absorta nas suas paixões e fascínios, que eu gostaria de agarrar. Gostava prender a sua atenção, nem que seja por momentos. Sim, momentos, porque não sou homem de me prender.
Desejo-a e há-de ser minha. Agora que ela finalmente olhou para mim, desejo-a ainda mais. Ela entontece-me com o seu entusiasmo e assusta-me ao mesmo tempo. Quero-a e não a quero. Quero possui-la por momentos, mas não quero amá-la.
Desejo-a e há-de ser minha. Se fosse só uma questão de sexo, já teria acontecido. Sei como seduzir uma mulher. Nunca nenhuma me resistiu. Mas não é disso que se trata. Quero fazer ceder essa timidez corporal latente e levá-la ao êxtase total. Quero tocá-la bem no fundo e fazê-la totalmente minha. Quero invadir o seu jardim secreto e perfumar-me com as flores do seu desejo.
Desejo-a e há-de ser minha. Desejo transformar as suas palavras em gemidos de prazer, quero incendiar a sua pele com a minha língua no seu pescoço, no seu peito, na parte tenra das suas coxas. Não desejo só o seu corpo, desejo chegar ao mais íntimo nela, fazê-la vaguear pela imensidão do seu prazer, onde mais ninguém esteve antes. Quero fazê-la minha, fazê-la ceder as últimas barreiras, entrar nas últimas fronteiras proibidas. Não quero só um corpo em êxtase, quero-a toda, totalmente minha.
Desejo-a e não a desejo. Quero penetrar nela, ver o fogo do arrebatamento no seu olhar, fazê-la chorar de prazer, quero fundir-me nela, mas não a quero. Quero tudo, mas não estou disposto a dar tudo porque não sou homem de me prender. Certas noites, em que a desejo mais que posso, telefono-lhe, embalo-a com palavras sentidas e abandono-me à sua voz que, emocionada, me canta poemas de amor. Sinto o sangue a correr-me nas veias. O meu pénis endurece com a doçura da sua voz. Já não aguento mais. Desligo com a desculpa que já é tarde. Masturbo-me finalmente com a imagem dela nos olhos e a sua voz a acariciar-me. Por hoje, saciei o desejo.
Desejo-a e há de ser minha ou talvez não...
Publicado por jacky às 12:29 PM
Emocionar-se
Emoção vem do Latim e quer dizer que ficamos movidos para fora de nós mesmos. As emoções são sempre intensas e irracionais, transformam-nos e actuam no nosso corpo em calores, arrepios, rubores, suores, batimentos e lágrimas. Alguns conseguem controlar melhor as reacções das suas emoções, outros não.
Uma emoção não é algo de estável como um sentimento. Chega repentinamente, opera verdadeiras revoluções no nosso corpo e apaga-se rapidamente como chegou. Uma emoção nunca actua sozinha, despoleta sempre reacções em cadeia e apela à nossa memória que provoca outras emoções e sentimentos.
Há alturas em que estamos mais susceptíveis a deixarmo-nos dominar pelas emoções e os dias transformam-se em verdadeiras montanhas russas emocionais. Há outras alturas em que vivemos como anestesiados e atravessamos os dias como se nada nos pudesse tocar. Não sei qual dos dois estares será o pior...
Os autores dividem-se quanto às emoções primárias e secundárias. Vou tentar falar-vos delas nos próximos dias. Entretanto, gostaria que me respondessem a algumas perguntas. Obrigada.
Publicado por jacky às 11:30 AM
Aversão
O que é que te enoja ou causa muita aversão?
Publicado por jacky às 11:30 AM
Cólera / Ira
O que é que te faz trepar paredes e/ou te irrita solenemente? Como é que reages quando estás encolerizado(a) e/ou muito zangado(a)?
Publicado por jacky às 11:28 AM
Medo
O que é que te assusta? De que tens receio?
Publicado por jacky às 11:28 AM
Surpresa
O que é que te causa espanto? O que é que te surpreende?
Publicado por jacky às 11:22 AM
Alegria
O que é que te alegra? Que acontecimentos te deixam contente? Como costumas reagir quando estás muito alegre?
Publicado por jacky às 11:20 AM
Tristeza
O que é que te entristece? Que situações te causam tristeza? Como é que a tristeza actua no teu organismo?
Publicado por jacky às 11:20 AM
abril 23, 2005
invólucro...
I
Corpo tão pequeno
para conter
minha imensidão...
II
Coração tão ténue
para albergar
tanta inflamação...
III
Ninguém tão gigante
para abarcar
tanta paixão...
Porque, muitas vezes, não consigo caber dentro do meu próprio corpo
Prometes que se me acontecer alguma coisa, contas histórias de mim ao filhote?
Publicado por jacky às 05:35 PM
Se fosse um método contraceptivo*...
... gostaria de ser um telemóvel, porque li algures que tem sido bastante eficiente na interrupção de relações sexuais, já que as pessoas são incapazes de resistir a uma chamada telefónica!!!
E tu, qual gostarias de ser?
* Retrato chinês elaborado a pedido de várias famílias! 
Publicado por jacky às 10:27 AM
abril 22, 2005
Só penso nisso, Isabel Abreu
no Album Assobio da Cobra de Manuel Paulo
Boca de leão
Olhos de falcão
Faro de outro ser
Que faz ão ão
Misturar o ser
A terra e o céu
Até nem saber
O que é meu ou teu
Pernas de anarquista
Mãos de carteirista
Boca de sacana
A quem ninguém resista
Há de ser a sós
Será tudo nosso
Até que um de nós diga
Estou que nem posso!
Refrão:
Faço o que quiseres
Até compromisso
Para não dizeres
Que eu só penso nisso!
Fama de jibóia
Teia de aranhão
Cavalo de Tróia
No meu coração
Há de ser a dois
Dois e mais nenhum
Para que depois
Sejam só dois em um
Refrão
Faço o que quiseres
Hoje ou nem por isso
Mas eu sei que queres
Que pense nisso!
Tirei a letra de ouvido ;D porque queria mesmo muito partilhá-la convosco. A música é muito divertida e a letra ainda mais! :)
Que tal? Bom Fim de Semana PROLONGADO!
Publicado por jacky às 06:23 PM
Amorizade é...

... quando uma menina nos diz implicitamente que gosta de nós, quando compra uns óculos iguais aos nossos! :)
Publicado por jacky às 05:42 PM
iupi! vou ser avó! II

Tenho fome, papá!
Publicado por jacky às 05:40 PM
Retratos de sedução
Para tentar fugir à influência dela, ele encontra-lhe inúmeros defeitos. Ela é volúvel e superficial, frívola, irresponsável e mentirosa, e sempre arrogante. Não consegue cumprir uma promessa. Tem um penteado perfeitamente idiota. Falta-lhe gosto e sentido prático: as roupas são sempre curtíssimas e esvoaçantes, anda sempre cheia de frio. Mas, a partir do momento em que ela lhe sorri e lhe dirige a palavra, ele acha-a viva e inteligente, extraordinariamente intuitiva, com opiniões próprias, segura dos seus julgamentos, terrivelmente desejável. E, embora a sua luzinha de aviso se acenda a preveni-lo de que ela tem apenas um objectivo, que é dominá-lo, ele deixa-se deslumbrar, pronto a perder-se só para a poder ver mais uma vez.
Ela é encantadora. Não é nada construído, faz parte da sua natureza. É uma mulher naturalmente generosa, que dá muito de si. Os homens sobretudo gostam disso. Eles sonham ser o objecto único da sua atenção e desejam-na. Mas enganam-se. Ela é assim com toda a gente, homem ou mulher. Eles enganam-se a priori porque, a partir do momento em que eles a desejam, ela surpreende-se a ser o objecto único da atenção deles e começa a desejá-los.
in Dicionário do Amor, Temas & Debates
O desafio de hoje consiste em elaborares o retrato real ou fictício de alguém que seduz e/ou de alguém que é seduzido. Quem se atreve?*
![]()
Hippolyte Flandrin & Felipe Santamans
* Se possível gostava de publicar esses retratos no amorizade :)
Publicado por jacky às 09:40 AM
amor nascente

Alfred Gockel
Em Português, não há termo muito preciso para se dizer que se sente um amor nascente: amar é demasiado forte por isso usa-se mais ficar apaixonado; apaixonado também está ligado a um sentimento intenso e avassalador que é a paixão, o que vai também causar uma certa ambiguidade quando se refere a um apaixonado recente.
Um amor nascente pode surgir de repente. Os Ingleses até usam o termo to fall in love e os Franceses tomber amoureux(euse), como se realmente de uma queda se tratasse. Nós dizemos amor à primeira vista e os franceses chamam-lhe le coup de foudre: uma faísca que caiu na nossa cabeça e deixou um rasto ardente na sua passagem...
Um amor nascente pode acontecer lentamente. Vai crescendo aos poucos. Há um dia em que certas frases ou um gesto nos chamaram a atenção. Passamos a ficar atentos. Inicia-se uma partilha de palavras que nos prendem e a aproximação vai evoluindo.
Um amor nascente é um estado emotivo desconhecido, porque inesperado. Muitas vezes, surge com um desejo de mudança, é uma espécie de sentimento bebé, muito ternurento e doce. É um estar-se disposto a querer bem a alguém. É abandonar-se a algo de especial.
Contudo, nem sempre os amores nascentes evoluem para amor ou paixão ou mesmo para qualquer tipo de relação. Mais importante que tudo, é ficar-se grato pelo reencontro das palavras há muito perdidas e fruir esse bem-estar novo.
Bem-aventurados os que, neste momento, estão sob o efeito dum amor nascente...
Publicado por jacky às 12:55 AM
abril 21, 2005
Se fosse material escolar...
... gostava de ser canetas de pintar com muitas e muitas cores, para que fizessem lindos desenhos coloridos comigo.
E tu, que material escolar gostarias de ser?
Publicado por jacky às 06:39 PM
Trava-línguas VI
Pardal pardo porque palras?
Eu palro e palrarei
porque sou pardal pardo
palrador de el-rei.

Publicado por jacky às 06:33 PM | Comentários (3)
Trava-línguas V
No alto daquela serra
Está uma pega a papar fava seca.
A pega papa a fava
Para que a fava não pape a pega.
Publicado por jacky às 06:32 PM | Comentários (4)
Trava-línguas IV
Olha o sapo dentro do saco,
O saco com sapo dentro.
O sapo batendo papo
E o papo soltando vento.
Publicado por jacky às 06:30 PM
iupi! vou ser avó!


Alguém quer candidatar-se a madrinha e a padrinho*?
*Como por exemplo, os meus amigos Fernando e Pedro que me meteram nesta enrascada??!!
Publicado por jacky às 02:38 PM
relacionamentos internetianos
O que é que faz com que as pessoas se apaixonem? Às vezes, penso muito nisso. Antigamente, as pessoas apaixonavam-se por pessoas da mesma classe social, por colegas de escola ou de trabalho, por vizinhos, por pessoas que tinham gostos e/ou passatempos comuns. As pessoas têm tendência para a homogeneidade no amor, raramente pessoas completamente opostas se apaixonam.
Agora, a Internet veio aproximar pessoas distantes em termos de quilometragem mas à proximidade de um clique. Será o amor possível entre pessoas que moram a centenas de quilómetros de distância e estarem a maior parte do tempo sem se verem?
Agora, com a Internet, não sabemos como é fisicamente o outro, de que claase social é, apenas ficamos com uma imagem e com conversas virtuais. As diferenças esbatem-se ou talvez não? O que é que apaixona: os gostos comuns ou a invulgaridade da escrita?
A Internet veio revolucionar os encontros amorosos. Pena que ainda haja quem incorrectamente seja infiel (virtualmente ou talvez não) à pessoa com quem estão casado(a)s ou com quem vivam. Podem-me cair em cima se quiserem (porque toda a gente tem direito à sua opinião), mas não seria capaz de me apaixonar e confiar em alguém que tentasse seduzir-me enquanto tem o seu marido ou mulher na cama a dormir... Também é pena que haja quem confunda uma grande amizade com engates e atracções sexuais.
Acredito nas amizades virtuais e ainda mais acredito nas amizades e nos amores que se tecem à volta dos blogues. São raros os casos de bloggers que não correspondiam à imagem que tinha criado deles pela leitura da sua escrita. Tenho feito excelentes amigos aos quais estou muito grata! e quero continuar a tecer os fiozinhos que me ligam a essas pessoas lindas que ficam do outro lado do ecran...
E tu, acreditas no amor à distância? Acreditas nas amizades e nos amores internetianos?
Ver resposta do Orlando aqui nos Sinais.
Publicado por jacky às 08:44 AM
loucuras por amor
Qual foi a coisa mais maluca e/ou gira que já fizeram para te impressionar amorosamente?
Comigo, foi alguém recitar-me de cor* a conversa da raposa e do Principezinho em Francês!!!
* Em Francês diz-se par cœur, expressão que considero adorável porque o que se memoriza, fica guardado no coração...
Publicado por jacky às 08:20 AM
relaxamento

McEnery
Para relaxar, gosto de tomar um bom banho quente, ou de chuveiro para sentir a água a escorrer pela cara e pelo pescoço, ou de imersão e saborear o doce embalar da espuma de água.
E tu, como costumas relaxar?
Publicado por jacky às 12:12 AM
Ouverture, Etienne Daho

Vincent Van Gogh
Il n'est pas de hasard,
Il est des rendez-vous,
Pas de coïncidence,
Allez vers son destin,
L'amour au creux des mains,
La démarche paisible,
Porter au fond de soi,
L'intuition qui flamboie,
L'aventure belle et pure,
Celle qui nous révèle ,
Superbes et enfantins,
Au plus profond de l'âme.
Portée par l'allégresse,
Et la douceur de vivre,
De l'été qui commence,
La rumeur de Paris,
Comme une symphonie,
Comme la mer qui balance.
J'arrive au rendez-vous,
Dans l'épaisse fumée,
Le monde me bouscule,
Réfugiée dans un coin,
Et observant de loin,
La foule qui ondule,
Mais le choc imminent,
Sublime et aveuglant,
Sans prévenir arrive.
Je m'avance et je vois,
Que tu viens comme moi,
D'une planète invisible,
Où la pudeur du cœur,
impose le respect,
La confiance sereine
Et en plus tu t'ouvres à moi,
Et en plus je m'aperçois,
Que lentement je m'ouvre,
Et en plus je m'ouvre à toi,
Et en plus je m'aperçois,
Que lentement je m'ouvre.
il fut long le chemin,
Et les pièges nombreux,
Avant que l'on se trouve,
Il fut le long le chemin,
Les mirages nombreux,
Avant que l'on se trouve.
Ce n'est pas le hasard,
C'est notre rendez-vous,
Pas une coïncidence.
E tu, que achas? Há coincidências ou não?
Tentativa de versão portuguesa da Jacky:
Não há acasos
Há encontros
Não há coincidências
Ir de encontro ao nosso destino
com o amor aconchegado nas mãos
O andar pacífico
Carregar no fundo de nós
A intuição que arde
A aventura bela e pura
A que nos revela
Soberbos e infantis
no mais fundo da nossa alma
Levado com alegria
e doçura de viver
no Verão que começa
o rumor de Paris
Como uma sinfonia
Como o mar que embala.
Chego ao local de encontro
num fumo espesso
O mundo empurra-me
Refugiada num canto
e observando de longe
A multidão que ondula
Mas o choque iminente
Sublime e cego
Sem prevenir chega
Avanço e vejo
que vens como eu
de um planeta invisível
onde o pudor do coração
impõe o respeito
a confiança serena
E para mais abres-te a mim
E para mais apercebo-me
Que lentamente me abro
E para mais abro-me a ti
E para mais apercebo-me
que lentamente me abro
Foi longo o caminho
e as armadilhas numerosas
antes que nos encontremos
Foi longo o caminho
As miragens numerosas
Antes que nos encontremos
Não é o acaso
É o nosso encontro
Não há coincidências
Publicado por jacky às 12:00 AM
abril 20, 2005
Trava-línguas III
Se o papa papasse papa,
Se o papa papasse pão,
O papa papava tudo.
Seria o papa papão!
Muito a propósito este trava-línguas! :)
Publicado por jacky às 05:52 PM | Comentários (15)
Trava-línguas II
Eu tagarelaria
Tu tagarelarias
Ele tagarelaria
Nós tagarelaríamos
Vós tagarelaríeis
Eles tagarelariam...
Publicado por jacky às 05:39 PM
Trava-línguas I
- O que é que o eco é?
- O eco é o que o eco é!
Publicado por jacky às 05:21 PM | Comentários (4)
abertura oficial
Está oficialmente aberta
a era do sonho
e da felicidade
neste blogue!
Entra,
fica à vontade
e deixa fruir o momento...
Publicado por jacky às 02:31 PM
Bad day, Daniel Powter

Moga
Where is the moment we needed the most
You kick up the leaves and the magic is lost
They tell me your blue skies fade to grey
They tell me your passion's gone away
And I don't need no carryin' on
You stand in the line just to hit a new low
You're faking a smile with the coffee you go
You tell me your life's been way off line
You're falling to pieces everytime
And I don't need no carryin' on
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
You had a bad day
Well you need a blue sky holiday
The point is they laugh at what you say
And I don't need no carryin' on
You had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
(Oh.. Holiday..)
Sometimes the system goes on the brink
And the whole thing turns out wrong
You might not make it back and you know
That you could be well oh that strong
And I'm not wrong
So where is the passion when you need it the most
Oh you and I
You kick up the leaves and the magic is lost
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
You've seen what you like
And how does it feel for one more time
You had a bad day
You had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
Vi o videoclip desta canção há dias na MCM e gostei imenso. Uma rapariga e um rapaz que moram perto um do outro e que se vão cruzando ao longo dos dias. Certos dias não correm bem até que, um dia, começam a deixar mensagens desenhadas um ao outro pelos locais por onde passam...
Gosto de ler, às vezes, mensagens que são deixadas algures, numa ponte, numa passagem. As minhas preferidas são as de amor... E tu, tens alguma mensagem de que tenhas gostado?
Publicado por jacky às 02:28 PM
abril 19, 2005
mapeamento de ti
Arriscar.
Aceitar-te em mim.
Dedicar-me a ti um fim de semana.
Parar o tempo.
Abstrair-me de tudo.
Parar de pensar.
Olhar-te e reter a tua imagem.
Perder-me no castanho do teu olhar.
Deixar-me envolver no teu abraço.
Corporizar a nossa música numa dança.
Sentir o que foi ouvido indefinidamente.
Afagar teus caracóis rebeldes.
Aninhar-me no teu pescoço.
Absorver a quentura da tua pele.
Embriagar-me com os murmúrios da tua voz grave.
Ter sede da tua boca.
Ceder à tentação e beber-te.
Deixar-me despir lentamente.
Tirar-te a roupa.
Fazer o mapeamento de ti.
Submeter-me à exploração da tua boca.
Tactear-te o peito.
Percorrer as tuas pernas.
Deslizar os dedos pela tua cicatriz.
Roçar-me em ti.
Incendiar-me com a carícia das tuas mãos experientes.
Sentir a dureza doce do teu enlevo.
Combinar pulsações.
Demarcar o teu desejo que se sobrepõe ao meu.
Embriagar-te de prazer.
Libertar ondas de arrebatamento.
Abarcar todo o teu ser.
Apaziguar.
Traçar na minha mente a inefabilidade dos teus contornos.
Memorizar o mapeamento de ti.
Libertar o tempo.
Libertar-te.
Acordar dum sonho, imaginado ou talvez não.
Esperar...
Publicado por jacky às 05:00 PM
...
Nem sempre palavras que ouvimos rezar são-nos dirigidas...
Publicado por jacky às 01:06 AM
The voice within, Christina Aguilera
Young girl don’t cry
I’ll be right here when your world starts to fall
Young girl it’s alright
Your tears will dry, you’ll soon be free to fly
When you’re safe inside your room you tend to dream
Of a place where nothing’s harder than it seems
No one ever wants or bothers to explain
Of the heartache life can bring and what it means
Refrão:
When there’s no one else, look inside yourself
Like your oldest friend just trust the voice within
Then you’ll find the strength that will guide your way
You’ll learn to begin to trust the voice within
Young girl don’t hide
You’ll never change if you just run away
Young girl just hold tight
Soon you’re gonna see your brighter day
Now in a world where innocence is quickly claimed
It’s so hard to stand your ground when you’re so afraid
No one reaches out a hand for you to hold
When you look outside look inside to your soul
Refrão
Life is a journey
It can take you anywhere you choose to go
As long as you’re learning
You’ll find all you’ll ever need to know
(be strong)
You’ll break it
(hold on)
You’ll make it
Just don’t forsake it because
No one can tell you what you can’t do
No one can stop you, you know that I’m talking to you
Refrão
Young girl don’t cry I’ll be right here when your world starts to fall
Além de gostar da música e da voz da Christina Aguilera, gosto desta letra que incita as jovens a confiarem na sua voz interior.
E tu, confias na tua voz interior?
Publicado por jacky às 12:01 AM
abril 18, 2005
Pinocchio 3000
![]()
No canal Panda, publicidade ao filme Pinóquio 3000.
Comentário do filhote:
- Pinóquio 3000? Isso quer dizer que já houuve 2999 episódios anteriores?
E depois ri-se da própria piada...
Publicado por jacky às 10:10 PM
regresso...
Não tentes agarrar-me,
prender o meu carinho...
O pássaro livre regressa
sempre para o ninho.
Jacky

Emma Butler
Publicado por jacky às 09:46 PM
(...)
Bem-vindos ao tempo dos afectos descartáveis.
Para quando a era da reciclagem?
A ler, em exclusivo, esta resposta no jotakapa de hoje!
Publicado por jacky às 07:59 AM
Fósforo
Que se há-de fazer
a um fósforo molhado?
Publicado por jacky às 12:39 AM
Entre água e fogo...

Fire over water, Paul Evans
Entre água e fogo,
há uma eterna luta,
uma espécie de disputa...
Quem será o mais forte?
A lava que tudo destrói
que o oceano pode esfriar?
O mar que tudo inunda
que o sol a deserto faz voltar?
Quando é que
esta contenda vai acabar?
Publicado por jacky às 12:28 AM
Saudade, Etienne Daho

En ce mai de fous messages
J'ai un rendez-vous dans l'air
Inattendu et clair
Déjà je pars à ta découverte
Ville bonne et offerte
C'est l'attrait du danger
Qui me mène à ce lieu
C'est d'instinct
Qu'tu me cherches et approches
Je sens que c'est toi
C'est à l'aube que se ferment
Tes prunelles marina
Sous quel meridien se caresser
Dans mes bras te cacher
Dans ces ruelles fantômes
Ou sur cette terrasse
Où s'écrase un soleil
Tu m'enseignes
Le langage des yeux
Je reste sans voix
Les nuits au loin tu cherches l'ombre
Comment ris-tu avec les autres
Parfois aussi je m'abandonne
Mais au matin les dauphins se meurent
De saudade...
Où mène ce tourbillon
Cette valse d'avions
Aller au bout de toi et de moi
Vaincre la peur du vide
Les ruptures d'équilibre
Si tes larmes se mèlent
Aux pluies de novembre
Et que je dois en périr
Je sombrerai avec joie
De saudade...
Saudades de ninguém
Saudades de todos
Saudades do passado
Saudades do futuro
Saudades do medo
Saudades do desejo
Saudades de mim
Saudades de ti
Saudades de quê?
Publicado por jacky às 12:17 AM
A Laís, Eugénio de Castro

Peggy Abrams
À ciprina Laís, de quem sou tributário.
A Laís, que possui compridas tranças pretas,
P'lo meu escravo mandei, no seu aniversário,
Um cacho moscatel num cabaz de violetas.
Os amantes, que dão às suas namoradas
Fulgurantes anéis de riqueza estupenda,
Luminosos rocais e redes consteladas,
Hão-de sorrir, bem sei, da minha humilde of'renda.
Pensei em dar-lhe, é certo, um precioso colar
E um anel com mais luz do que o incêndio de Tróia,
Mas reconsiderei de pronto, ao atentar
Que ainda ninguém viu dar jóias a uma jóia...
Publicado por jacky às 12:10 AM
abril 16, 2005
1001 lançamento(s)

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Hoje, na LerDevagar, às 21h30.
Pessoal de Lisboa, quero-vos todos no lançamento! :)
Quem me dera estar aí, Luis...
Prometes que me guardas um exemplar?
Publicado por jacky às 01:12 PM
abril 14, 2005
Quebra-pausa desactivada
Agora sim, só volto na próxima 2ª-feira, pois vou andar muito ocupada com todos os preparativos para o grande acontecimento dominical. Perdoem-me a ausência virtual (com a vossa presença constante nos meus pensamentos)...
Publicado por jacky às 10:40 PM
cor do (des)amor
O amor é da cor
da transparência
das asas da libélula
que sobrevoa o lago.
O desamor é
cinzento como o balde
de água fria do lago
que afogou a libélula...
Publicado por jacky às 10:35 PM
Me dediqué a perderte, Alejandro Fernandez

by Leonel García
Por que no te bese en el alma cuando aún podía
por que no te abracé la vida cuando la tenía
Y yo que no me daba cuenta cuanto te dolía
Y yo que no sabía el daño que me hacía.
Cómo es que nunca me fijé que ya no sonreías
Y que antes de apagar la luz ya nada me decías
Que aquel amor se te escapó, que había llegado el día
Que ya no me sentías, que ya ni te dolía.
Me dediqué a perderte
Y me ausente en momentos que se han ido para siempre
Me dediqué a no verte
Y me encerré en mi mundo y no pudiste detenerme
Y me alejé mil veces
Y cuando regresé te había perdido para siempre
Y quise detenerte y entonces descubrí que ya mirabas diferente
Me dediqué a perderte
Me dediqué a perderte
Por que no te llené de mi cuando aún había tiempo
Por que no pudé comprender lo que hasta ahora entiendo
Que fuiste todo para mi y que yo estaba ciego
Te dejé para luego este maldito ego.
Me dediqué a perderte
Y me ausenté en momentos que se han ido para siempre
Me dediqué a no verte
Y me encerré en mi mundo y no pudiste detenerme
Y me alejé mil veces
Y cuando regresé te había perdido para siempre
Y quise detenerte y entonces descubrí que ya mirabas diferente
Me dediqué a perderte
Me dediqué a perderte
Me dediqué a perderte
Me dediqué a perderte
Dedicada a todos aqueles que se sentem tristemente românticos sozinhos...
Publicado por jacky às 10:19 PM
Quebra-pausa III
Muito obrigada ao meu querido amigo Ognid da Catedral, porque assim O Teu Olhar ficou bem mais belo!

O teu olhar
fala-me de viagens
e lugares distantes.
O teu olhar
fala-me de solidão
em certos instantes.
O teu olhar
fala-me de saudade
e de doçura.
O teu olhar
fala-me de desejo
e de quentura.
O teu olhar,
caminhante em mim...
Publicado por jacky às 12:47 AM
Quebra-pausa II
O Yardbird desafiou e não posso deixar de responder!
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
É difícil responder a esta pergunta, porque nunca li o Fahrenheit 451. Nao sei do que trata... Agora se eu pudesse ser um livro, gostava de ser Le Petit Prince de Saint Exupéry, por encantar miúdos e graúdos há gerações, pelas suas mensagens intemporais e pelas suas personagens invulgares...
Já alguma vez ficaste apanhadinho por um personagem de ficção?
Claro que sim, no Direitos Inalienáveis do Leitor de Daniel Pennac, um dos direitos é apaixonar-se por personagens de livros e eu uso e abuso desse direito! Já me apaixonei por várias e já quis ser umas quantas! E também me apaixono pela escrita de certos autores. Durante quase toda a minha adolescência tive uma paixoneta pelo Richard Bach, depois de ler Ilusões e Ponte para a Eternidade.
Qual foi o último livro que compraste?
O Amante de Marguerite Duras.
Qual foi o último livro que leste?
O Amor em Tempo de Cólera de Gabriel Garcia Marquéz
Que livros estás a ler?
Estou a reler um do Luis Sepulveda, está em suspenso o último do GGM e vou começar a ler O Amante e Anjos e Demónios.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
1. Le Petit Prince de Saint Exupéry.
2. Contes à aimer Contes à s'aimer de Jacques Salomé.
3. Ilusões de Richard Bach
4. Antologia Poética com imensos poemas de vários autores incluindo Luis de Camões
5. Colectânea de Contos de Grimm e Andersen e outros autores dos bens grossos e ilustrados, porque adoro histórias e contos.
A quem vais passar este testemunho (três pessoas)* e porquê?
À minha melhor amiga Claudia, por ser outra devoradora de livros como eu para me perdoar de a chinar para saber se adivinhei os fins das histórias ou não! :)
Ao PmA e à Marian porque gosto imenso do que eles escrevem e gostava de ler sobre as suas leituras.
Ao Orlando porque estou curiosa sobre as suas leituras!
E os vencedores são?
Os livros! (Se fossem menos caros... Não se admite que um livro de bolso em França seja mais barato que cá quando eles têm maior poder de compra que nós!!!)
* Podem ser 4?
Publicado por jacky às 12:12 AM
Quebra-pausa I
O teu amor
É a cama de rede
Onde a minha alma
Quer ser embalada.
O teu amor
É o alegre carrilhão
Onde o meu silêncio
Quer ser cantado.
O teu amor
É a lençol de flanela
Onde o meu desejo
Quer ser consumado.
O teu amor
É o baloiço
da minha infância
onde me entrego extasiada.
Publicado por jacky às 12:10 AM
abril 12, 2005
pausa
até 2ª...
beijos, 4, 2 de cada lado, como em Paris.

Le Parc Monceau, Claude Monet,
onde passei quase todos os fins de semana da minha infância. Quem me dera estar lá estes dias...
Publicado por jacky às 03:02 AM
Poderia...
Poderia falar-te
dos longos dias de silêncio
para onde me atiraste,
para a ausência de tudo,
para as palavras
que se encheram de vazio.
Poderia falar-te
do que não foi dito,
mas do que foi lido
nas entrelinhas,
talvez nunca
palavras minhas.
Poderia falar-te
de todo o tempo
que foi espaço
de afectos silenciados,
de desejos calados
e reprimidos.
Poderia falar-te
de dias sonhados,
nunca vividos,
sempre imaginados
e agora nem prometidos.
Poderia falar de dias
e de noites de espera,
do quanto resisti
a tudo
pelo ideal de ti...
Poderia
se houvesse pelo menos
uma amizade a guardar
na memória,
mas não vale a pena,
palavras levam-nas os ventos
Nótus e Bóreas
de costas viradas,
porque mesmo numa amizade
1 + 0 nunca resulta em 2...
Publicado por jacky às 02:19 AM
dispersos...
lua...
voz...
gasolina...
tanques...
mensagem...
calor...
pele...
dormir...
falar...
lutar...
esquecer...
Publicado por jacky às 01:08 AM
abril 11, 2005
hoje
Hoje,
queria queimar
os dias passados
e o futuro renovar.
Hoje,
queria tocar
o teu pescoço
com o olhar...
Hoje,
queria encostar
minha alma
ao teu pulsar...
Hoje,
queria estar
no teu silêncio
e escutar...
Hoje,
queria acordar
junto a ti
e ficar...
Por isso,
esta noite,
quero sonhar
que esse hoje
há-de chegar...
Publicado por jacky às 11:24 PM
vidas
Os miúdos estavam esta tarde a jogar uns joguinhos que saíram no happy meal e ouço o diálogo seguinte:
I. - Já perdi duas vidas!
D. - Eu também!
Filhote - Duh! Só podemos perder uma vida porque não podemos renascer...
Ó_ó
Publicado por jacky às 08:25 PM
Deslumbramento
É uma das palavras que pode descrever o que sentimos quando visitamos a Catedral II!! Vejam só com os vossos próprios olhos:

Publicado por jacky às 07:54 PM
avançar tempo
Hoje, gostaria de ter o relógio do tempo, para adiantar os dias, poder deitar-me à noite e acordar na próxima segunda-feira...
Publicado por jacky às 03:30 PM
Grandes amores: Ada Mc Grath & George Baines

Foto daqui
O filme The Piano é um dos meus favoritos de sempre e ontem apeteceu-me revê-lo. É de 1993 e foi realizado pela Jane Campion.
Adoro as cenas de sedução desta história. Nada poderia aproximar a pianista Ada e o analfabeto George e, contudo, ele compreende que a única forma de comunicar com a muda Ada e fazer com que ela o ame de volta teria de passar pelo piano.
Gosto da cena em que ele lhe toca na pele pelo buraquinho da meia, de lhe tocar os braços enquanto ela toca piano e, mais ainda, quando ele acaba com o acordo porque não quer fazer dela uma prostituta.
E Ada que queria morrer, acaba por querer viver graças ao amor...
Publicado por jacky às 02:55 PM
Parabéns duplamente!

Desejo um dia muito feliz, recheado de amorizade aos meus queridos amigos Filipe e Ana!
Publicado por jacky às 07:47 AM
sugestionar 2

Que te sugere esta imagem?
Publicado por jacky às 07:44 AM
abril 10, 2005
Desafinado, versão Astrud Gilberto & George Michael

Carson
Se você disser que eu desafino, amor
Saiba que isso em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu
Se você insiste em classificar
Meu comportamento de anti-musical
Eu mesmo mentindo, devo argumentar
Que isso é bossa nova, que isso é muito natural
O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Rolley Flex
Revelou-se a sua enorme ingratidão
Só não poderá falar assim do meu amor
Ele é o maior que você pode encontrar, viu
Você com sua música esqueceu o principal
É que no peito dos desafinados,
No fundo do peito bate calado,
É que no peito dos desafinados também bate um coração.
Desafinada por hoje...
Publicado por jacky às 01:09 PM
Passeio dominical
pelo Outsider

pela Oficina das Ideias

pelas Flores de Inverno

pela Formiguinha Atómica

pela Puta de Vida ou nem tanto
![]()
pelo Fragmagens

pelo Lobices
Publicado por jacky às 12:06 PM
Se fosse uma personagem de The Lord of the Ring...
... gostaria de ser a Eowyn, por ser uma guerreira corajosa e simultaneamente feminina.

E tu? Qual personagem gostarias de ser?
Publicado por jacky às 11:09 AM
Se fosse uma série antiga de TV...
... gostaria de ser Uma Casa na Pradaria. E tu?

Publicado por jacky às 10:56 AM
Se fosse uma série recente de TV...
... gostava de ser Sete Palmos Abaixo de Terra. E tu? Qual gostarias de ser?

Publicado por jacky às 10:52 AM
Borboleta, Jorge de Sousa Braga

A borboleta que poisou
no teu mamilo perdeu a
vontade de voar.
Publicado por jacky às 10:44 AM
Faz-me tua...
- Queres ser minha?
Se aceitares,
farei de ti rainha...
- Faz-me tua,
de mãos dadas,
enlaçados na rua...
Faz-me tua,
quero ser tua água,
teu sol e tua lua...
Faz-me tua,
quero sentir tuas mãos
sobre minha pele nua...
Faz-me tua,
quero ser mar
onde teu desejo desagua...
Jacky
faz-me tua
quero ser noite
pra seres a minha lua
faz-me tua
quero ser terra
que lavras com a charrua
faz-me tua
quero ser pardal
tu és uma catatua
faz-me tua
quero ser praça
adjacente à tua rua
faz-me tua
quero ser rio
onde vogas de falua
faz-me tua
quero ser número
porque tu és capicua
faz-me tua
quero ser a agulha
que a tua pele tatua
completou o Fernando Cidadão
Publicado por jacky às 01:40 AM
abril 09, 2005
Jogo, Nuno Júdice

Eu, sabendo que te amo
E como as coisas do amor são difíceis
Preparo em silêncio a mesa
do jogo, estendo as peças
sobre o tabuleiro, disponho os lugares
necessários para que tudo
comece: as cadeiras
uma em frente da outra, embora saiba
que as mãos não se podem tocar,
e que para além das dificuldades,
hesitações, recuos
ou avanços possíveis, só os olhos
transportam, talvez, uma hipótese
de entendimento. É então que chegas,
e como se um vento do norte
entrasse por uma janela aberta,
o jogo inteiro voa pelos ares,
o frio enche-te os olhos de lágrimas,
e empurras-me para dentro, onde
o fogo consome o que resta
do nosso quebra-cabeças.
Publicado por jacky às 11:24 PM
siglas com sotaque
A semana passada, tive este fantástico diálogo com uma vizinha do prédio e ainda bem que estava num dia tótó porque se estivesse num dia debilóide...
- Ontem nem imagina o que me aconteceu! O meu cunhado deitou-se com uma dor e a minha irmã ligou-me para levá-lo ao hospital. - disse ela.
- Porque não chamou uma ambulância? - perguntei eu.
- Ele não queria! Já viu foi perigoso. Meti-o no carro e fui devagarinho mas podia ter acontecido algo de grave...!
- Sim?
- Pois! É que afinal ele teve um ABS* e podia ter sido muito grave!
* A minha vizinha tem razão, coitada! Tanta sigla que quase que é preciso tirar um curso para nos entendermos. É mais letra menos letra, entre ABS e AVC com pronúncia do Norte, há apenas a diferença entre um travão no carro ou no coração... ;D
Publicado por jacky às 12:50 PM
grrrrrrrrrr
Não há uma porra duma página na net que diga quanto é a pressão dos pneus* dum fiat cinquecento?!!!
* actualização: afinal, é 28. Sempre compensa meter gasolina numa estação não self-service. O senhor encheu-me os pneus for free!
Publicado por jacky às 10:07 AM
Se fosse uma pintura...
... hoje, gostaria de ser Um casal com a cabeça nas nuvens de Dali. E tu? Qual gostarias de ser?

Publicado por jacky às 09:07 AM
jeitosa
A última tirada do filhote... Ó_ó
- Posso levar os calções amanhã para o futebol? - pergunta ele.
- Se estiver a ventania de hoje, não - respondo eu.
- Porquê?
- Porque ainda apanhas uma gripe jeitosa!
- Jeitosa??? Jeitosa??? Como é que a gripe pode ser jeitosa, se nunca lhe vi as mamas!!! Hihihihi!
- (...)
Publicado por jacky às 09:02 AM
cibergatas

Dharma
Jazz
Apresento-vos a Dharma, da Catarínia, uma cibergata que era capaz de se dar bem com a Jazz da Lady Xanax!
E tu? Quando é que publicas uma foto do teu ciberbicho? Fico à espera!
Publicado por jacky às 08:38 AM
abril 08, 2005
Se fosse uma bolacha*...
... gostaria de ser Prince/Granola da LU.
E tu? Qual gostarias de ser?

*Faz a tua bolacha aqui
Visto na Blogotinha
Publicado por jacky às 09:17 PM
Sem ti...

Sem ti,
Acordar é doloroso.
Adormecer é penoso.
Sem ti,
Chegar é tristeza.
Partir é certeza.
Sem ti,
Olhar é não ver.
Tocar esquecer.
Sem ti,
Viver é lassidão.
Morrer libertação.
Jacky
Publicado por jacky às 08:54 PM
Conjugações invulgares I
Eu escrevi.
Tu leste.
Ela divertiu-se.
Nós comentámos.
Vós respondestes.
Eles conjugaram*.
* Fico à espera das vossas conjugações invulgares. Têm tempo durante o fim de semana para recordar tempos verbais! ;)
Publicado por jacky às 04:53 PM
Crer em fadas

Tom Taylor
O aprendizado do reino das fadas requer que tenhamos uma mente aberta e uma disposição generosa, mas a ingenuidade infantil e a capacidade de nos maravilharmos, bem como a imaginação fértil, entusiástica e o apreço pela beleza e pelos mistérios da Natureza são também úteis.
Francis Melville
Encaixo perfeitamente nestes parâmetros :) por isso gosto tanto de fadas! Apesar da minha idade já ultrapassar os 30, ainda gosto imenso de ler contos de fadas!!! E também é por isso que me dou tão bem com as crianças :) Sorte a minha! Só tenho que aprender com elas...
Publicado por jacky às 04:44 PM | Comentários (6)
Origens das fadas II

Broken fairies
Há uma lenda partilhada pela tradição cristã, pela cultura islâmica e pela judaica que conta que as fadas foram originalmente anjos.
O anjo caído, Satanás, travou uma luta contra o arcanjo Miguel, anjos de luz contra um terço de anjos que o demónio tinha arrastado consigo.
Depois da derrota contra Deus, esses anjos foram expulsos dos céus e fixaram-se na Terra. Diz-se então que as fadas nasceram desses anjos.
As fadas encantadas pela Natureza tornaram-se suas protectoras. Outras, amargas, ainda se escondem no interior da terra, culpando os homens pela sua desgraça. Esta fada «partida» faz-me lembrar essas fadas.
Publicado por jacky às 04:35 PM | Comentários (4)
Lingua(gem) amorosa
Na tua opinião, qual é o idioma do amor?
E a língua que melhor canta o amor?
Conta coisas sobre a tua lingua(gem) amorosa! :)
Publicado por jacky às 12:12 AM
Canção do Amor que Não Vem, Vinicius de Moraes

Ah, soubesse eu te contar
Toda amargura
De não poder te dar
Tanta ternura
Ah, soubesse eu nunca te contar
Ah, pudesse eu te dizer
Toda tristeza
De estar sempre esperando
Uma incerteza
E nada poder
Nem desesperar
Oh, triste caminho do coração
Que ama sozinho
Que coisa triste
Amar sozinho
Quanta solidão
Ah, pudesses entrever
Minha ansiedade
Depois de um dia de saudade
De uma noite inteira a soluçar
Vem! Não tardes mais
Amor, que eu vivo procurando
Quando vais chegar?
Eu sei que chegarás
Ah, pudesse eu pôr a teus pés
A minha vida
Amor, por quem tu és
Oh, vem
Não tarde mais
Sim, por favor
Façam silêncio
Meu amor vem em silêncio
Quando ele por mim passar
Bonita, esta imagem, do amor que chega silencioso...
Publicado por jacky às 12:04 AM
abril 07, 2005
Regresa a mi, Il Divo

Para a Claudia que gosta muito deles, quer dizer, desta canção claro! ;)
No me abandonas asi
hablando sola de ti
Ven y devuelveme al fin
la sonrisa que se fue
Una vez mas
tocar tu piel
e hondo suspirar
Recuperemos lo que se ha perido
Chorus
Regresa a mi
Quiereme otra vez
Borra el dolor
que al irte me dio
cuando te separaste de mi
Dime que si
Ya no quiero ilorar
Regresa a mi
No puedo, vida
Extrano el amor que se fe
Extrano la dicha tambien
Quiero que vengas a mi
y me vuelvas a querer
No puedo mas
si tu no estas
Tienes que ilegar
Mi vida se apaga
Chorus
No Me abondonas asi
hablando sola de ti
Devuelveme la pasion de tus maso
Regresa a mi
Quiereme otra vez
Borra el dolor que al irte me dio
cuando te separaste de mi
Dime que si
Gosto muito de ouvir cantar em Espanhol e em Italiano. Ambas as línguas cantadas, ficam bem românticas...
Publicado por jacky às 11:54 PM
Origens das fadas

Sheila Wok
Desde miúda que as fadas me fascinam. Lembro-me perfeitamente dum episódio, quando tinha 6 anos, duma menina da minha turma que me disse que a sua borrachinha cor-de-rosa tinha uma fada dentro e que eu acreditei. Adorava tanto fadas que ela acabou por me dar a borracha e descobri, para grande desilusão minha, que era mentira.
Sinceramente, pouco interessa se elas existem ou não. Como diz Francis Melville, no seu livro O Livro das Fadas:
As fadas fazem parte do grande mistério da vida e acreditar nelas é mais encantador e gratificante do que negá-las por falta de provas consistentes.
Quanto às origens das fadas, diz ainda o seguinte:
Ao longo do tempo, foram várias as teorias que tentaram explicar a sua existência. Uma destas teorias defende que as fadas são antigas divindades cujo poder e influência minguaram, daí o seu tamanho diminuto. Outra teoria propões serem as fadas os espíritos dos mortos: o termo inglês sprite, que significa fada, deriva da palavra espírito.
A partir de hoje, vou escrever sobre as fadas e sempre que beber uma Sprite vou pensar nelas :)
Publicado por jacky às 10:54 PM
:(
Ando cheia de trabalho e com pouco tempo por causa dos ensaios para a 1ª comunhão do meu filhote. Vou tentar responder logo à noite, a todos. Muitos beijinhos **** (4 como em Paris)
Publicado por jacky às 02:46 PM
engate e sedução
Hoje, é um bom dia para apagar blogues ou para escrever textos de caixão à cova ou à bruta. Como prometi não apagar, então aí vai o texto...
De manhã, ia para as aulas e um tipo que estava à minha frente começa a abrandar a marcha e a fazer manobras perigosas para chamar a minha atenção. Detesto esse tipo de coisas. Passo a explicar a razão.
Não sou convencida, pelo contrário, sei que sou perfeitamente normal, ou seja, nada de parar o trânsito, por isso, se detesto ser engatada não é por prepotência.
Aos 10 anos, ainda era criança (e ainda havia de ser por muito tempo), veio-me o período. Fiquei com o corpo que tenho agora. Comecei logo a ser assediada por homens.
Tinha cerca de 11/12 anos, quando andava na 6ème e na 5ème e tínhamos de ir para o estádio, uma tarde por semana para as aulas de desporto, e tinha de andar de metro (em Paris). Era um verdadeiro martírio para mim, pois raras eram as vezes, que um homem (geralmente de origem árabe) não se encostasse a mim para se roçar.
Aos 13/14, já cá morava, ouvia bocas ordinárias quase todos os dias e detestava porque havia certos homens com uma sexualidade tão agressiva que se tornavam assustadores.
Aprendi a passar despercebida com o tempo. Detesto pensar que um desconhecido tarado se possa masturbar a pensar em mim, dá-me cá um asco!
Gosto de ser seduzida e a sedução, no meu caso, passa pela palavra e pela sugestão. Não tenho dúvidas nenhumas que o meu órgão sexual mais sensível é o cérebro. Só pela inteligência, o sentido de humor, a sensibilidade e pelas palavras sugestivas é que poderá alguém chamar a minha atenção e despertar o meu desejo.
E mais, não sou visual, sou cinestésica. O que é que isso quer dizer? Quer dizer que se um homem tiver um Ferrari ou um fato Prada, nem vou olhar. Os cinestésicos são sensíveis aos cheiros, ao tocar e à ambiência. Precisam de se sentir confortáveis para haver intimidade. Só ver não adianta, por isso, seria incapaz de me apaixonar loucamente por um homem virtual. Posso até me sentir atraída pelas palavras de alguém, mas para me apaixonar, preciso de estar em presença e que a tal ambiência se crie.
E pronto, já não tenho mais pachorra para aturar cenas como a desta manhã. Há anos que tenho de lidar com esta realidade e cada vez me cansa mais...
Homens da blogosfera, pensem nisto. Há mulheres que nunca conseguirão engatar porque, entre engate e sedução, há um abismo gigantesco. Nem todas as mulheres deliram com actores-modelos e músculos, nem com luxo, fama e poder. Algumas apenas precisam de serem seduzidas com um pouco de criatividade e de sensibilidade. Pensem nisso...
Publicado por jacky às 01:57 PM | Comentários (16) | TrackBack
blogcor

O meu blogue é tendencialmente rosa e lilás que é assim que imagino a amorizade.
BLOGUES ÀS CORES
Azul: Step into my world, Universo Catariniano
Branco/Preto: O Cantinho da Ana
Cinza: O Poder do Silêncio
Cor de Burro quando foge: Neurose Fóbica :D
Cor de Pele: Novos Voos
Cor de Sonho: Katraponga
Lilás perfumado/Púrpura Estrelada: La Belle Étoile
Rosa/Lilás: Amorizade
Salmão em contra mão: 1000 e uma histórias :D
Transparente: Exacto
Verde: O Bosque da Robina
Vermelho apaixonado: Aliciante
Vermelho/Azul/Amarelo: Fora das Caldas
Violeta: Mar ao Luar
E tu? Com que cor imaginas o teu blogue?
Publicado por jacky às 12:08 AM
Segredo?

Que segredo se ouve murmurar nesta imagem?
Publicado por jacky às 12:06 AM
Grão de amor, Arnaldo Antunes & Marisa Monte

Anna Flores
Me deixe sim
Mas só se for
Pra ir ali
E pra voltar
Me deixe sim
Meu grão de amor
Mas nunca deixe de me amar
Agora as noites são tão longas
No escuro eu penso em te encontrar
Me deixe só
Até a hora de voltar
Me esqueça sim
Pra não sofrer
Pra não chorar
Pra não sentir
Me esqueça sim
Que eu quero ver
Você tentar
Sem conseguir
A cama agora está tão fria
Ainda sinto o seu calor
Me esqueça sim
Mas nunca esqueça o meu amor
É só você que vem
No meu cantar meu bem
É só pensar que vem
Lara rara
Me cobre mil telefonemas
Depois me cubra de paixão
Me pegue bem
Misture alma e coração
Me deixe sim
Mas só se for
Pra ir ali
E pra voltar
Me deixe sim
Meu grão de amor
Mas nunca deixe de me amar
Agora as noites são tão longas
No escuro eu penso em te encontrar
Me deixe só
Até a hora de voltar
É só você que vem
No meu cantar meu bem
É só pensar que vem
Lara rara
Me cobre mil telefonemas
Depois me cubra de paixão
Me pegue bem
Misture alma e coração
Esta canção não me sai da cabeça, desde que o Yardbird me falou nela. É tão doce que quase dói e sempre que a ouço assim fico: agridoce...
E tu? Qual é a música que não te sai do ouvido ultimamente?
Publicado por jacky às 12:00 AM
abril 06, 2005
classificações de blogues
Alguns blogues costumam referir outros blogues nas colunas laterais. Tenho os meus ainda em construção por ordem alfabética mas devo dizer que gosto de os ver agrupados de forma mais criativa.
Andei à procura e descobri que o amorizade também está colocado em grupos bem engraçados:
Na Blogotinha, o amorizade é pinguinha.
Na Catedral, o amorizade insere-se no templo de leitura.
No Cidadão do Mundo, hei-de ser cidadã cara a cara.
No Encosta do Mar, o amorizade anda pelas melhores ondas.
No Exacto que classifica os blogues em termos culinários, estou nos Grissinis.
No Neurose (fóbica), o amorizade está nos murmúrios e sussurros.
(em construção)
Já reparaste onde o teu blogue está classificado noutros blogues? Qual é a designação que mais te apraz?
Publicado por jacky às 04:19 PM
o «Eu» e as suas coisas

Será que somos as nossas coisas?
O ano passado comprei esta carteira porque a achei divertida. Quando cheguei às aulas, as minhas alunas de cabeleireiro deliraram! Que gira! Que fixe! E por aí fora.
No dia seguinte, a Margarete trouxe-me um propecto das tanga girls e fiquei possessa. Logo eu que detesto cuecas tangas, fui comprar uma carteira tanga girl??!! Só eu mesmo que não vejo televisão...
E tu, és as tuas coisas?
Publicado por jacky às 01:35 PM
maluquinha? drogada?
A propósito deste post em que o PmA refere que gosta de andar descalço na praia, mesmo de fato e gravata e que, uma senhora, um dia, o abordou para perguntar se estava bem (é favor ires lá ler o resto que vale mesmo a pena), lembrei-me de uma cena caricata parecida que se passou comigo.
Estava eu a ir para a FLUP, junto ao cemitério de Agramonte, perto duma florista, quando de repente tive uma quebra de tensão. Quando isso acontece, quase que desmaio e começo a perder os sentidos. Deixo de ver, fico a ouvir apenas um zumbido nos ouvidos e tenho que me encostar a algo, senão caio. Encostei-me, portanto, a uma parede e concentrei a minha energia em manter-me consciente.
Passado uns 5 minutos, chega-se uma senhora, a medo, e pergunta:
- A menina está-se a sentir bem?
Respondi que não e que precisava de beber um copo de água com açúcar, porque tinha tido uma queda de tensão.
A senhora foi logo à florista buscar um banquinho para me sentar, deu-me o tal copo de água que lhe pedi e disse ainda:
- Sabe menina foi a florista que me disse para lhe falar, é que ficou preocupada, mas tinha medo que fosse uma drogada e que podia reagir mal...
Sorri e agradeci a gentileza delas. Depois, já melhor, a senhora foi comigo até ao café convívio e pagou-me um café, pois eu continuava mais branca que a própria lixívia superbrancura!!!
A partir desse dia, comecei a andar sempre com figos secos nos bolsos dos casacos, para que nunca mais ficasse encostada a uma parede à espera de ajuda.
Ainda há pessoas boas no mundo e ainda bem que nesse dia uma passou no meu caminho!
Publicado por jacky às 12:50 PM
expressões nocturnas
Não gosto da palavra insónia, faz-me lembrar sofrimento, olheiras e mau humor. Mas já gosto da expressão espalhar o sono, porque, não dormindo eu, é como se o sono que me foge, for parar inteirinho aos sonhos de quem estiver mais próximo.
Filhote, sonhos felizes com o sono que me fugiu...
Publicado por jacky às 04:52 AM
Poesia

Sentada à beira-mar,
ser embalada
por ondas de maresia
é criar da natureza
páginas de poesia...
Jacky
Publicado por jacky às 12:02 AM
abril 05, 2005
Se fosse uma zona erógena...
... gostaria
de ser pescoço
que se inclina
para receber
duma boca ávida
a tatuagem perfeita.
E tu, qual gostarias de ser? ;)
Publicado por jacky às 11:40 PM
título?

Esta fotografia precisa de um título. Que sugeres?
Publicado por jacky às 10:11 PM
onde e o quê?

Onde estava eu e em que estava a pensar?
Publicado por jacky às 09:51 PM
blogcomentários

Não tenho comentado muito em blogues, apesar de continuar a visitar quase todos os meus favoritos.
Ultimamente, fico inibida nos blogues com lençóis de comentários. Primeiro, porque nem sempre me apetece ler tudo para não repetir o que já foi dito. Segundo porque já não sei que escrever de original...
Também tento sempre responder a todos e se não o fiz, foi porque não vi...
Queria agradecer todos os vossos comentários, que me fazem feliz. A vossa opinião, para mim, é importante e seria incapaz de ter um blogue sem comentários. Não escrevo para o vazio e apesar de ser bastane debilóide, tento não escrever coisas que possam magoar alguém... Não gosto de escrever para o vazio... E vocês com a vossa presença (mesmo quando não comentam mas seguem links), fazem-me sentir acarinhada, como um grande laço de amorizade :)
Publicado por jacky às 09:34 PM
Dúvida sentimental
Nunca entendi porque é que, nunca despertando paixões, gero tanto ciúme...
Publicado por jacky às 12:30 PM
Ausente

Mesmo ausente,
sinto a tua presença
presa aos meus pensamentos.
De site em blogue,
de texto em imagem,
segues os meus movimentos.
Desenhas o meu retrato.
Escolhes palavras
para o meu prazer.
Reinventas a Poesia.
Recrias o Amor
para me poder prender.
Mas tudo é fantasia,
atracção e dor,
ligados ao virtual.
Mesmo ausente,
sinto uma lágrima
com sabor irreal...
Publicado por jacky às 12:45 AM
ciberjob?
O meu blogue é professor...
Que profissão tem o teu blogue?
Antropólogo ecologista: Mar ao Luar (Marian)
Apresentador ou Comentador informativo: Santa Cita
Artista de Variedades: Um dia na vida de... Kalvin
Carteiro-Terapeuta: Universo Catariniano (Catarínia)
Conforme os dias: Doendes e Duentes (Du)
Desempregado: Rue Catinat (Eo)
Escritor: Diário de um Pintelho (Pintelho)
Espelhista: Espelhos e Labirintos (Viajante)
Fingidor apaixonado: Pandora's Box
Joaninha: La Belle Étoile
Jornalista: Cidadão Jornalista (Cid)
Mãe a tempo inteiro: Canto da Sereia
Pincelista: Vamos a Ver (Vasco)
Poeta e Músico Estrelar: Starmoon'S Diary (Starmoon)
Romancista: Neurose (PmA)
Romântico: Novos Voos (Yardbird)
Tradutor: Praça da República
Publicado por jacky às 12:40 AM
Algures no ciberespaço...

Aldeia-Mar: Sá Nunes (Des-encantos).
Aguda: Carriço (Fragmagens).
Alverca: Kalvin (Um dia na vida de...).
Amadora: Ana Sousa (Quero lá Saber).
Barreiro: Lady Xanax (Concrete Sky).
Bicesse: Tânia (Mooncat).
Caminhos de passagem: Jotakapa.
Cartaxo: Alexandre (Eelko Van Mulder)
Charneca da Caparica: Vicktor (Oficina das Ideias)
Covilhã: Rute F (Uma Ilha Deserta).
Ericeira: Ana (Encosta do Mar).
Faro/Brejos de Azeitão: Catarinia (Universo Catariniano)
Lisboa e arredores: Dunyazade (Escrita), Marian (Mar ao Luar), Alexandre (Eelko Van Mulder) e Grilinha.
Macau: Noite (Ad Tempus).
Matosinhos: Jacky (Amorizade) e Inha (Dias Coloridos).
Oeiras: Raul (Congeminações).
Porto e arredores: Hipatia (Voz em Fuga).
(em construção)
Publicado por jacky às 12:16 AM
abril 04, 2005
A tua voz

